Wangari Maathai: Morre uma socioambiental muito importânte do movimento

“É com tristeza que a família da professora Wangari Maathai anunciou a sua morte após uma batalha longa e corajosa contra o câncer”, diz uma mensagem publicada no site do Movimento Cinturão Verde, fundado pela primeira africana e primeira ambientalista a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Mãe de três filhos, a bióloga Wangari foi sempre descrita como tendo uma personalidade muito forte e uma grande energia, o que lhe permitiu ser pioneira em África na luta pelo meio ambiente, direitos humanos e pela liberdade política.

Em 1977 ela fundou o Movimento Cinturão Verde através do qual as comunidades locais criam viveiros e plantam árvores em terrenos públicos, florestas degradadas ou em propriedades privadas já tendo alcançado a meta de mais de 30 milhões de árvores plantadas na África, ajudando quase 900 mil mulheres a construir viveiros e plantar como uma forma de combater os efeitos do desmatamento.

“Como as florestas têm desaparecido, as comunidades têm sofrido de falta de água potável e de quedas nas culturas agrícolas”, explica o movimento, no seu site. Assim, o Cinturão Verde pretende “apoiar os esforços de plantação de árvores, ajudando as mulheres e as suas famílias a satisfazer as necessidades básicas, a nível local”.

“Não se pode proteger o Ambiente sem dar poder às pessoas, informá-las e ajudá-las a compreender que estes recursos [naturais] são delas e que elas os devem proteger”, disse Maathai, citada no site do movimento.

Ela foi também a inspiração para a construção da Campanha por Um Bilhão de Árvores do PNUMA, lançada em 2006 e que até hoje já plantou mais de 11 bilhões de árvores.

“Wangari Mathai era uma força da natureza. Enquanto outros empregam suas energias e vida prejudicando, degradando e extraindo lucros de curto prazo do meio ambiente, ela usou as suas para enfrentá-los, mobilizando comunidades e defendendo a conservação e desenvolvimento sustentável ao invés da destruição”, comentou o sub-secretário-geral das Nações unidas e diretor executivo do PNUMA Achim Steiner

Fonte: Instituo Carbono Brasil

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