Vulcão artificial contra aquecimento global

Cientistas ingleses estão desenvolvendo uma espécie de vulcão artificial para lançar partículas químicas na atmosfera. A ideia é que os elementos reflitam uma parte dos raios solares e ajudem a diminuir a temperatura na Terra, freando, em alguma medida, o aquecimento global. O “vulcão” fica suspenso no ar graças a um balão de hélio, que na fase de testes será de 19 metros de comprimento, e em caso de utilização real seria de 200 metros. A hipótese é de que dez balões – dos grandes – seriam capazes de diminuir a temperatura do planeta em 2°C em dois anos. As informações são do Daily Mail.

Os testes iniciam no próximo mês em uma pista de pouso abandonada, no nordeste inglês, com o bombeamento de partículas de água, para verificar o funcionamento do canhão, em um primeiro momento, além de checar sua resistência a diferentes condições climáticas. Nessa fase, o balão que sustenta o “vulcão” estará a um quilômetro do chão, mas na versão final do projeto a altura seria de 20 quilômetros.

Os vulcões foram a inspiração da experiência, uma vez que a ciência já teria sido capaz de provar que as nuvens de sulfato liberadas quando as montanhas explodem causam resfriamento da terra. Na erupção do Monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, o resfriamento teria sido de meio grau nos dois anos seguintes.

O projeto SPICE (sigla do inglês Injeção de Partículas na Estratosfera para Engenharia de Clima), é uma parceira das universidades de Bristol, Cambridge, Oxford e Edimburgo, e o experimento de teste tem custo aproximado de 200 mil libras. O total do programa, se for implantado, será de 1,6 milhão de libras, em um período de três anos.

Segundo o professor Matt Watson, da Universidade de Bristol, o projeto não é exatamente uma tentativa de geoengenharia – manipulação de fatores naturais pelo homem -, mas um teste das possibilidades de saber se a geoengenharia funcionaria. “Acreditamos que a pesquisa lançará alguma luz sobre incertezas que circundam esse assunto tão controverso, e encorajará um debate mais amplo e maduro que possa auxiliar em futuras pesquisas e tomadas de decisão”, afirma o pesquisador.

Fonte: Tecnologia – Terra

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