Uma nova geração de veículos automotores

Atualmente, a maior fonte mundial de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é proveniente da queima de combustíveis fósseis para a geração de energia, sendo ela móvel (veículos automotores) ou estacionária (aquecimento de casas ou geração de calor e energia em processos produtivos). Nesse contexto, há uma grande demanda dos consumidores por veículos automotores menos poluentes, dada a crescente conscientização individual e coletiva acerca do aquecimento global.

No Brasil, alcançamos há décadas a viabilidade econômica no uso da tecnologia de motores movidos a etanol de cana-de-açúcar, uma opção de baixa emissão tanto na combustão quanto na sua produção. O etanol de milho, bastante utilizado nos Estados Unidos, emite muito mais GEE do que a cana, se considerarmos as emissões de seu processo produtivo. No entanto, pouquíssimos países têm a disponibilidade técnica e agrícola para produzir etanol em grandes quantidades, de modo que apostam no uso de carros híbridos ou elétricos.

Os carros elétricos não emitem nem 1 grama de GEE, o que não significa que não seja poluente. Pelo contrário. Nos países em que a matriz energética do sistema elétrico é majoritariamente baseada no uso de combustíveis fósseis, o que acontece é somente a transferência da gasolina e/ou diesel do tanque do carro para as plantas termoelétricas. Estão incluídas nesse processo as termodinâmicas do processo de produção da energia elétrica, da distribuição e da conversão posterior da eletricidade em trabalho, aquela que movimenta o carro.

Os carros híbridos emitem GEE, mas emitem menos, pois constituem uma evolução interessante e muito bem-vinda no que se refere ao aproveitamento termodinâmico da energia proveniente da combustão, seja ela de combustíveis fósseis ou renováveis. Sendo assim, vejo a união da tecnologia do veículo híbrido com o uso de biocombustíveis, talvez até complementando a energia dos biocombustíveis com a dos painéis solares, como a melhor opção em termos de redução de emissões de GEE em veículos automotores. Infelizmente, ainda não há essa opção de veículo no Brasil. E fica a pergunta: por quê?

Fonte: Exame – Abril

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