Transporte rodoviário é maior responsável por gases do aquecimento global no Rio, diz estudo

RIO – O trânsito pesado da cidade não causa problemas apenas no ir e vir dos cariocas. São os canos de descarga de veículos os principais responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa no Rio de Janeiro. Um estudo encomendado pela prefeitura à Coppe/UFRJ revela que os meios de transporte rodoviário são os maiores poluidores, com 33% do total. Em seguida, vêm as emissões provenientes do lixo, com 25%, e a poluição industrial, com 10%. O trabalho foi apresentado em agosto no Fórum Carioca de Mudanças Climáticas, com dados das emissões de 2005.

Os meios de transporte hidroviário, ferroviário, aéreo e rodoviário emitiram 5.478 gigagramas de gás carbônico (CO2) num ano. Cada gigagrama (Gg) representa mil toneladas de CO2. A esmagadora maioria, cerca de 80%, veio do rodoviário. Ou seja, carros, ônibus e motos lançaram 4.391 Gg de CO2. Os gases foram resultado da combustão principalmente de gasolina (1.459 Gg), óleo diesel (1.417 Gg) e gás natural veicular (1.389 Gg), em números arredondados pelos pesquisadores. O álcool anidro foi responsável por quase 94 Gg e o hidratado, por apenas 32 Gg.

O estudo vai orientar as medidas que a prefeitura pretende tomar para reduzir as emissões em 8% até 2012, em 16% até 2016 e em 20% até 2020. De acordo com Altamirando Fernandes Moraes, subsecretário municipal de Meio Ambiente, a meta é que o Rio de Janeiro tenha até 2012 a maior malha de ciclovias da América Latina. Ele espera também que a cidade tenha o maior índice de uso de bicicleta da região.

– Cerca de 70% da emissão de gases vêm do binômio lixo e transportes. O aterro sanitário de Seropédica equacionará o primeiro (problema). A questão dos transportes também está sendo resolvida, com a introdução de um novo modelo, baseado em pistas exclusivas para ônibus: Transolímpica, Transcarioca, Transoeste e o provável corredor da Avenida Brasil. A ampliação do metrô até a Barra vai reduzir o número de veículos individuais na rua. Também esperamos que haja um impacto com mais trens tanto na SuperVia como no metrô – disse Altamirando.

Para reduzir as emissões com os transportes, a bicicleta ganha importância e passa a ser uma estratégia da prefeitura. A ideia é que os cariocas pedalem, em ciclovias ou ciclofaixas (áreas separadas nas ruas), até a estação de um transporte coletivo, que passará a ter bicicletário. Para tanto, a malha de ciclovias será dobrada, passando de 150 quilômetros para mais de 300. Elas serão integradas entre si, além de ligarem bairros a estações de metrô, trem e corredores exclusivos de ônibus. Na quarta-feira, o Dia Mundial Sem Carros, nove bairros terão ruas onde o limite de velocidade será reduzido para 30km/h, as chamadas zonas 30. A medida também visa a estimular o uso de bicicletas.

Fonte: Extra – Online

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