Tráfico de animais silvestres é o terceiro maior negócio ilegal do mundo

Rio – Terceiro maior negócio ilegal do mundo, o tráfico de animais silvestres supera apenas o de armas e o de drogas sendo que, no Brasil, em cada 10 animais capturados pelos traficantes, apenas um sobrevive. Para alertar a população sobre a questão, a Secretaria Estadual do Ambiente e o seu órgão vinculado, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveram hoje campanhas educativas. As atividades foram realizadas no Largo da Carioca, em Nova Friburgo e em Mesquita e incluíram exibição de vídeos e distribuição de materiais informativos sobre os danos à natureza causados por esse tipo de atividade.

Nas Unidades de Conservação de Proteção Integral do Inea (parques e reservas), a captura de animais silvestres, que constitui crime ambiental, representa grave ameaça à fauna e um dos principais alvos de fiscalização. Segundo o médico veterinário do Inea, Washington de Oliveira, os animais silvestres apreendidos pela polícia são encaminhados ao Centro de Triagem do Ibama, em Seropédica. Devido às más condições de captura, transporte e manutenção, a maioria dos animais retirados da natureza não retorna à vida selvagem, causando dano ambiental irreparável.

Estudo do Ibama mostra que os saguis compõem mais da metade do total de primatas recebidos pelo órgão. Quase um terço dos primatas é entregue ao Centro de Triagem de forma voluntária, revelando a inadequação deste grupo à domesticação.

O Centro de Triagem do Ibama, em Seropédica, abriga, atualmente, cerca de 300 animais silvestres, sendo que, a maior parte é oriundo do tráfico e 10%, de doações voluntárias. O tráfico de animais silvestres é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais. Quem for pego comercializando ilegalmente animais silvestres, além de multa, responderá por crime ambiental. A multa é de R$ 500,00 por cada animal silvestre apreendido. Se for espécie em extinção, o valor pode chegar a R$ 5.000,00

No Largo da Carioca, o ponto alto foi a exibição do Gaiolão Humano, que ficou à disposição das pessoas que desejaram ter a experiência de um animal aprisionado. Além da distribuição de materiais informativos, foi exibido o vídeo recém lançado “Silvestre não é PET”, da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA).

A campanha teve a participação da Comissão de Defesa do Meio Ambiente e a de Proteção Animal da ALERJ, do Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente, e das Organizações Não Governamentais-governamentais WSPA, Associação Nacional pela Implementação dos Direitos dos Animais (ANIDA) e Instituto Casa do Pau Brasil.

Em Nova Friburgo, na Clínica Veterinária Animamed, em Mury, a campanha foi organizada pelo Parque Estadual dos Três Picos, e a atração foi a exposição de brinquedos feitos a partir de gaiolas apreendidas em ações de fiscalização do INEA. Em Mesquita, a campanha aconteceu no Paço Municipal e contou com a participação da Secretaria de Meio Ambiente do município. Também foram realizadas atividades educativas, que incluíram oficina de artesanato com materiais recicláveis (PET).

As atividades alusivas ao Dia Estadual prosseguem ao longo da semana. Na sexta-feira, dia 3, das 9h às 16h, no auditório da sede do Inea (Avenida Venezuela, 110), acontece o 1º Seminário Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres. No domingo, das 9h às 16h, nova campanha educativa será realizada no Encontro das Águas, espaço de educação ambiental da Secretaria do Ambiente localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Fonte: Globo – Extra

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