Saiba como ser mais eficiente em termos energéticos.

Condução eficiente: devagar se vai ao longe

Condução eficiente é o tema da nova campanha da Agência para a Energia (ADENE). E a ideia é sensibilizar os portugueses para a importância de mudar o seu comportamento na estrada. Alexandre Fernandes, director-geral da ADENE, afirmou ao Diário Económico que “os automobilistas podem poupar cerca de 15% na factura dos combustíveis com a adopção de técnicas eficientes de condução”. Por isso, conduza a uma velocidade moderada, não faça muitas acelerações bruscas. E, claro, aproveite as descidas! Como já estamos no Verão, cuidado com os excessos do ar condicionado ligado.

Atenção às lâmpadas que tem em casa!

Substituir as lâmpadas de halogénio pode ser um dos conselhos mais básicos e mais dados pelos especialistas em eficiência energética. Apesar de os portugueses estarem disponíveis para investir nas áreas de iluminação, bem como na utilização de energias renováveis nas suas casas, segundo concluiu o inquérito nacional Energyprofiler – o primeiro estudo nacional do perfil energético do sector residencial – ainda há muitos lares com lâmpadas que não são amigas nem do ambiente nem da carteira. Mas há mais formas de poupar em casa: desligar os aparelhos eléctricos, usar extensões que se possam desligar e usar computadores portáteis são apenas algumas.

Conselhos para casa e para a empresa

Na empresa ou em casa, há várias formas de poupar energia. Porque não instalar detectores que se activem apenas quando existem pessoas no local? Ou usar tinteiros recarregáveis e reciclar os equipamentos eléctricos e electrónicos. Se o seu escritório é num local arejado, por que não evitar o uso do ar condicionado? Opte por isolar bem portas, janelas, paredes, tecto e, até, pavimentos. Desligue sempre os computadores, faxes e outros aparelhos antes de sair. As viagens de trabalho também podem ser reduzidas. Esta é, aliás, uma vantagem não só energética como ambiental e financeira. Afinal, se passar a fazer teleconferências ou vídeo-conferências em vez de se deslocar,
poderá poupar alguns euros. O próprio Plano de Eficiência Energética aconselha a que algumas empresas apostem também no tele-trabalho.

Reduzir o consumo de gás e aproveitar o calor

São conhecidas algumas das soluções implementadas no Parque das Nações aquando da sua construção. O consumo de gás é bastante eficiente, de acordo com a Climaespaço, empresa do grupo GDF SUEZ responsável pela produção e distribuição de energia térmica no Parque da Nações. Existe uma central de trigeração de alta eficiência utiliza, entre outros mas principalmente o gás natural como combustível. Este aquece e arrefece a água que é distribuída pelos edifícios. Na central foi ainda instalado um recuperador de calor para transformar parte da energia térmica libertada para a atmosfera em água quente, que é assim reaproveitada no processo. Com a implementação deste sistema conseguiu-se não só aumentar a eficiência, como reduzir o consumo de energia primária.

Escolher as classes energéticas mais altas

Nunca é demais lembrar que, ao comprar electrodomésticos, é sempre mais vantajoso adquirir as classes mais eficientes, ou seja, entre a A e a A++. Apesar de serem mais caros e de concorrem com as classes mais baixas, e por isso menos eficientes, nas lojas. No ano passado, a Comissão Europeia chegou mesmo a aprovar uma regulamentação em que previa que os equipamentos de frio, ou seja, frigoríficos, arcas e congeladores menos eficientes deixariam de poder entrar no mercado. Em Portugal, diz a associação ambientalista Quercus, os equipamentos de frio são responsáveis por 32% do consumo total de energia eléctrica no sector doméstico.

Centenas de milhar de euros poupados

Em grandes instalações fabris, eficiência em alguns pontos percentuais pode representar “uma centena de milhares de euros de poupança anual”, como refere a Cofely, especialista em serviços de energia. E dá como exemplo a central de produção de vapor industrial alimentada a gás natural de um cliente seu, onde se conseguiram aumentos de rendimento da ordem dos 4% através da introdução de um economizador para transformação do calor rejeitado pelos gases de escape em água quente para reaproveitamento no processo. Este aumento de rendimento representou uma redução do consumo de gás na ordem dos 50 mil euros por ano, dependendo da especificidade da instalação.

Fonte: Económico

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