Relatório destaca a real ajuda das fontes limpas de energia para limitar as mudanças climáticas

O que determina os mercados de energia e do clima? Como o mix energético global tomará forma? Qual o impacto das fontes alternativas nas mudanças climáticas? Essas são perguntas que o último relatório da seguradora Swiss Re, publicado nesta semana, tenta responder.

O Building a Sustainable Energy Future (Construindo um Futuro de Energia Sustentável) descreve o impacto das mudanças no mix de energia mundial nas mudanças climáticas usando uma combinação de análise econômica e de construção de cenários.

Segundo o documento, são cinco os principais fatores que influenciam os mercados de energia e do clima: o crescimento econômico, a tecnologia em energias, os preços dos combustíveis fósseis, as políticas climáticas nacionais e globais e a percepção pública sobre as mudanças climáticas. O relatório aponta as certezas e incertezas sobre esses fatores e como isso pode transformar o futuro do clima e da energia.

O desenvolvimento econômico, por exemplo, está intimamente ligado ao crescimento na demanda energética e às emissões de gases do efeito estufa, portanto as projeções de energia e emissões são muito sensíveis às estimativas de crescimento. E embora haja incerteza sobre as taxas de crescimento econômico, que nos cenários do relatório variam entre 2% e 3% até 2025, elas convergem para uma mesma taxa após 2030.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento em tecnologias de energias limpas cresceram dos US$ 14 bilhões mundiais em 2004 para US$ 68 bilhões em 2010, e os custos diminuíram. No entanto, ainda resta a dúvida de quão rapidamente essas tecnologias se desenvolverão, se a redução nos custos das tecnologias limpas criará uma transição em larga escala para a economia verde, e quando isso ocorrerá.

Em se tratando do preço dos combustíveis fósseis, esses flutuaram entre US$ 80 e US$ 120 por barril de petróleo entre 2010 e 2012, apesar do fraco crescimento econômico mundial. Essa é uma razão para crer que os preços do petróleo continuarão altos ou aumentarão ainda mais. Porém, o grande número de reservas não convencionais de petróleo pode indicar que o petróleo venha a ser produzido a preços mais baixos, como de US$ 60 a US$ 100 por barril.

Já com relação às políticas climáticas, sabe-se que elas têm um papel fundamental na transformação dos mercados de energia e do clima, mas o que se questiona é se haverá políticas fortes o suficientes para estimular uma transição verde nas maiores economias mundiais, e se a ONU conseguirá criar um acordo global até 2015 para a redução de emissões, a entrar em vigor a partir de 2020.

Por último, o documento aponta que o apoio público às políticas de mitigação climática ainda é pouco, e questiona se os eventos climáticos extremos e outros efeitos do aquecimento global mudarão a opinião pública e criarão pressão para a redução de emissões.

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