Projeto que muda Código Florestal será um desastre para o País, diz representante da SBPC

Brasília se agitou nesta terça-feira (5) por conta das discussões sobre o projeto do novo Código Florestal. No Senado, no período da manhã, as Comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) fizeram reunião conjunta para tratar do tema. Do lado de fora do Congresso Nacional, mais de 20 mil agricultores do País faziam manifestação pedindo a aprovação do substitutivo do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB).

A revisão do Código Florestal precisa ter embasamento científico e, por isso, não deveria ser aprovada rapidamente e são necessários ao menos dois anos para que sejam oferecidas importantes contribuições científicas e tecnológicas. A posição é do pesquisador Antonio Donato Nobre, representando a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Para ele, da forma como está, a proposta que reformula o código “será um desastre”.

Ele reclamou, ainda, que as propostas de mudanças do Código não tiveram a participação da sociedade e que decidir em dois meses a alteração não possibilitará essa participação.

“Queremos participar desse processo, mas não fomos convidados. A ciência e a tecnologia precisam ser aproveitadas no processo legislativo, neste momento em que há, por exemplo, vários satélites no espaço e a Embrapa faz um trabalho maravilhoso”.

Quanto ao substitutivo do deputado Aldo Rebelo, Nobre disse que “ela resolve alguns problemas dos agricultores, o que é justo”, mas gera vários outros problemas, como o eventual fim das Áreas de Preservação Permanente (APPs) em topos de morro. Ele reiterou que medidas como essa põem em risco parte da biodiversidade do país, que pode se extinguir.

Participam do debate o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Antonio Arraes Pereira; o ex-ministro de Agricultura Alysson Paulinelli; e os representantes da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Elíbio Leopoldo Rech Filho, e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Antonio Donato Nobre.

Fonte: Porto Gente

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