Preocupação com o clima, reduzida após crise

Uma sondagem feita em 51 países revela que a opinião pública está menos preocupada com o aquecimento global. Porquê?
Porque houve muito menos notícias nos media desde a cimeira do clima em Copenhaga em 2009 e porque a crise económica é a preocupação imediata da generalidade das pessoas. A maioria dos cientistas acredita que a atividade humana provoca o aquecimento global, mas só 50% do público apoiam esta tese.

Toda a gente estava a par da Cimeira de Copenhaga, mas hoje poucos sabem o que vai ser a Cimeira de Durban (África do Sul) no final do ano…
Os media e o público em geral pensam que a Cimeira de Copenhaga falhou, mas isso não é verdade. Apesar das tentativas para desacreditar a ciência das alterações climáticas, os políticos acordaram na cimeira que devemos manter o impacto humano no sistema climático abaixo dos dois graus. Por outro lado, as alterações climáticas deixaram de ser um assunto ambiental para se transformarem em ‘alta política’, ou seja, num potencial problema de segurança global. E em ‘alta política’ as negociações não são rápidas. Estamos no meio de um processo negocial e cada cimeira climática coloca pequenas peças do puzzle no sítio certo. Acredito que todos os países do mundo conseguirão um acordo global, mas não acontecerá nos próximos quatro anos.

Na UE discute-se o prolongamento do Protocolo de Quioto até 2018. Concorda?
Talvez esteja de acordo como medida transitória, mas um novo tratado internacional sobre o clima baseado na maneira de pensar instituída pelo Protocolo de Quioto não é uma solução de longo prazo, porque faz uma diferenciação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

A intensidade energética no mundo aumentou 1,35% em 2010, invertendo uma tendência decrescente que durava há 30 anos. O que aconteceu?
A explicação está no crescimento económico das grandes potências emergentes, como a China, Índia, Brasil ou Rússia. É por isso que a estratégia do Protocolo de Quioto já não serve.

A UE quer que os países desenvolvidos consigam reduzir as emissões de CO2 em 60% a 80% até 2050. Isso é possível?
É, mas porque a maior parte das emissões é provocada pela queima de combustíveis fósseis e o seu preço irá aumentar de tal maneira que até 2050 poderão deixar de ser usados. Assim, a saída dos combustíveis fósseis do sistema energético fará cair as emissões até esse nível.

A Dinamarca quer ser independente dos combustíveis fósseis em 2050. O que tem de mudar na política energética?
Tem de haver desincentivos ao investimento em infraestruturas relacionadas com os combustíveis fósseis e uma aposta forte no desenvolvimento de um sistema energético inteiramente novo, que não seja apenas a adaptação do sistema atual. No entanto, precisamos de usar os mecanismos de mercado para fazer esta transição, o que significa que as políticas energéticas têm de ser estáveis e ter uma perspetiva de longo prazo.

GREENFEST no Estoril
Empreendedorismo social

Incentivar a criação de sinergias e redes que permitam a resolução de problemas sociais é o objetivo do V Congresso da Associação IES – Empreendedorismo Social de Amanhã, que reúne 1200 pessoas no Green Festival (Greenfest) para discutir “O Ecossistema do Empreendedorismo Social”, nos dias 30 de setembro e 1 de outubro, no Centro de Congressos do Estoril.

Eficiência energética

Um estudo sobre os principais obstáculos à eficiência energética no comportamento dos consumidores vai ser apresentado, no dia 28 de setembro, por Luísa Schmidt, investigadora do Instituto de Ciências Sociais, numa conferência promovida pela Agência para a Energia (Adene).

Ideias verdes

“PERDA – Projeto de Estudo e Reflexão sobre Desperdício Alimentar” é o projeto vencedor do Prémio Ideias Verdes Fundação Luso-Expresso 2011. Apresentado por Sofia Guedes Vaz, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, pretende estimular a mudança de comportamentos ao nível do desperdício alimentar e vai analisar três grandes segmentos do sistema alimentar: produção agrícola; distribuição; e consumo. O prémio, no valor de €50 mil, será entregue no dia 29 de setembro.

Fonte: Expresso

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