Poluição: É tempo de desintoxicar

Investigação revela ligação de gigantes dos esportes como Adidas e Nike e a poluição química de rios na China. As marcas ainda têm chance de virar este jogo.

Grandes marcas de equipamentos esportivos com selo de “made in China” estão por trás de uma história de poluição e perigo à saúde humana e ambiental. É o que revela recente investigação do Greenpeace, que mostra como fornecedores chineses para Adidas, Nike e Puma vem intoxicando os rios do país com rejeitos químicos. Estas marcas agora têm a chance de encarar o desafio da desintoxicação e virar este jogo.

Um ano de pesquisa revelou que a indústria têxtil na China é a principal responsável pela alta concentração de poluentes extremamente perigosos nas águas de importantes rios do país. As substâncias, para além das fronteiras chinesas, vêm viajando mares afora e já foram encontradas até no organismo de ursos polares. Na ponta desta cadeia, nomes como Nike, Adidas e Puma.

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Para dar uma forcinha aos ícones do esporte mundial a mudar esta triste realidade, o Greenpeace na China lançou uma campanha campeã: ativistas do Greenpeace amanheceram na porta das maiores lojas da Adidas e Nike em Pequim, capital da China, com cartazes que diziam: Desintoxique!

Entre os principais vilões das águas chineses estão os compostos perfluorados, mais conhecidos como PFC’s, e os alquifenóis. Ambos carregam uma longa lista de malefícios aos humanos e ao ambiente, tais como consequências para os sistemas endócrino, reprodutivo e hormonal, doenças no fígado e problemas de crescimento.

Enquanto em países como os Estados Unidos, país de origem de algumas grandes marcas internacionais, a concentração dos poluentes na indústria têxtil vem diminuindo, na China, maior produtor de tecidos desde 1995, estes só fazem crescer. Quase 70% dos rios, lagos e reservatórios chineses são afetados pela poluição. Em Xangai, 20 milhões de pessoas bebem as águas do Yangtze, rio que recebe 30 bilhões de toneladas de água com resíduos por ano.

“O consumidor pode mandar seu recado às marcas, dizendo que não aceita participar deste ciclo perigoso. É a forma de exercer pressão global para que deixem de comprar de fornecedores envolvidos em contaminação de águas na China, ou qualquer outra denúncia de crime ambiental e humano”, diz Pedro Torres, do Greenpeace no Brasil.

Apesar de local, ressalta Torres, o problema torna-se mundial a medida em que adquirimos estes produtos. “Todo consumidor, seja na Europa ou no Brasil, que adquire o produto com esse selo tóxico, contribuí, mesmo que aparentemente de maneira indireta, com esta cadeia poluidora”.

Fonte: Greenpeace Brasil

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