PNUMA relata que metade das áreas mais ricas em biodiversidade permanecem totalmente desprotegidas

Apesar do número crescente de reservas naturais, parques nacionais e outras áreas protegidas em todo o mundo, metade das zonas do globo mais ricas em biodiversidade permanecem totalmente desprotegidas. É o que afirma o relatório “Planeta Protegido 2012 – Monitorando o progresso rumo a metas globais para as áreas protegidas”, apresentado ontem (18) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

Entre outras conclusões, o relatório afirma que as áreas protegidas estão sendo geridas de uma forma mais equitativa, com um acréscimo no papel das comunidades indígenas; mas o investimento em áreas protegidas atende apenas metade do que é necessário para preservar as espécies ameaçadas de extinção, proteger os habitats e fornecer todos os benefícios esperados.

“As áreas protegidas contêm cerca de 15% do estoque de carbono do mundo e fornecem os meios de subsistência para mais de um bilhão de pessoas, tornando-se um fator crucial no apoio a serviços de biodiversidade, ecossistemas e modos de vida humanos”, afirmou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

O relatório, o primeiro de uma série anual que vai monitorar o progresso das áreas de conservação, foi apresentado na 11ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB COP 11), que acontece na cidade indiana de Hyderabade.

A CDB definiu, há dois anos atrás, metas para as áreas de conservação, que preveem pelo menos 17% das áreas terrestres do mundo – uma área duas vezes maior do que a Argentina – e 10% das áreas marinhas – o equivalente a uma área um pouco maior do que a Austrália – serão equitativamente geridos e conservados até 2020.

“Este novo relatório fornece não só os fatos e os valores necessários paras tomadores de decisão, mas delineia maneiras de superar desafios fundamentais na gestão de áreas protegidas”, acrescentou Steiner. Entre as ações recomendadas pelo relatório estão o maior envolvimento das comunidades locais, o aumento das áreas protegidas e um maior número de estudos e entrelaçamentos de dados sobre o tema.

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