Pinguins da Antártida ameaçados pela falta de crustáceos

Os pinguins da Antárctida estão mais ameaçados pela diminuição de crustáceos, a sua principal fonte de alimento, afectada pelo aquecimento global, do que pelo degelo que reduz o seu habitat, revela um estudo citado pela agência AFP.
A investigação foi conduzida nos últimos 30 anos sobre os pinguins-de-barbicha e os pinguins-de-adélia, duas espécies que consomem os mesmos crustáceos mas vivem em meios diferentes.

Segundo a agência AFP, a redução da população das duas espécies é ainda mais visível nos últimos dez anos, quando os pinguins-de-adélia diminuíram em média 2,9 por cento/ano e os pinguins-de-barbicha 4,3 por cento/ano.

Certas colónias viram mesmo a sua população cair para metade, de acordo com os autores do estudo publicado na segunda-feira nos Anais da Academia Norte-Americana de Ciências.

Os pinguins-de-barbicha e os pinguins-de-adélia alimentam-se quase exclusivamente de krill, pequenos crustáceos, cuja população na Antárctida, afetada pelo aquecimento global, diminuiu cerca de 80 por cento a partir dos anos 70.

Os krill, parecidos com os camarões, vivem nas grandes profundidades glaciares dos oceanos e constituem um elo fundamental na cadeia alimentar.

Os autores do estudo prevêem que a falta de krill, com o contínuo aquecimento global, terá impacto em todo o ecossistema da Antárctida.

Fonte: Diário Digital

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