ONU diz, que é necessário para o Mundo repensar a estratégia para refugiados do clima

O mundo precisa inventar novas formas de proteger as pessoas desalojadas de suas casas pela mudança climática sem copiar as salvaguardas para as vítimas de guerras ou perseguições, disse nesta segunda-feira (6) o chefe da agência da Organização das Nações Unidas para os refugiados, António Gutierres
“Há uma lacuna de proteção no sistema internacional que precisa ser resolvida”, afirmou Guterres, durante uma conferência em Oslo, na Noruega, sobre mudança climática e população desalojada.
Guterres disse que as pessoas que se mudam para fugir do impacto de enchentes, secas ou tempestades precisam de tipos diferentes de apoio dos previstos numa convenção da ONU de 1951 para as vítimas de conflitos ou de opressão política.
“Precisamos rever agora nossa abordagem para ajudar as pessoas desalojadas pelo aquecimento global”, afirmou ele no discurso, acrescentando que considera a degradação ambiental e a mudança climática ‘o desafio definidor do nosso tempo’.
África
A população de áreas rurais da África cujas plantações fracassaram, por exemplo, deve se mudar para as cidades dentro do próprio país, e não cruzar a fronteira a fim de buscar abrigo num campo de refugiados administrado pelo alto comissariado da ONU para os refugiados (Acnur).
Para as pessoas que permanecem no mesmo país ‘não faz sentido’ montar acampamentos com serviços médicos e saneamento básico em separado, afirmou Guterres. O mais apropriado seria desenvolver projetos locais a fim de lidar com o influxo de pessoas para as áreas urbanas. “A responsabilidade primária pela proteção e pelo bem-estar das populações afetadas permanecerá com os países em questão”, disse.
As durações podem ser diferentes dos dois tipos de desalojamentos, pois aqueles que fogem dos desastres naturais, como as enchentes, podem voltar rapidamente – opção raramente disponível aos outros refugiados.
Guterres pediu um ‘sólido programa de apoio’ aos países mais afetados por desastres naturais, tanto os relacionados ao aquecimento global, alimentado pela queima de combustíveis fósseis pelos humanos, como os desastres naturais, como terremotos ou tsunamis.

Fonte: Globo – G1

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