Nos EUA redução do uso de fertilizantes pode gerar créditos de compensação

Uma nova metodologia para diminuir a utilização de fertilizantes com nitrogênio poderá gerar créditos de compensação de emissões para os agricultores que a aplicarem, informaram cientistas da Universidade Estadual de Michigan (MSU), nos Estados Unidos. Esse tipo de fertilizante é uma das maiores fontes de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) da indústria agrícola.

A ferramenta, desenvolvida pela MSU, pelo Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica (EPRI) da Califórnia e pelo Registro de Carbono Americano, poderá gerar até seis milhões de créditos, e segundo Neville Millar, cientista da MSU e um dos principais autores do mecanismo, uma das vantagens da metodologia é que ela é fácil de entender e de implementar.

“Os agricultores já administram o fertilizante para evitar grandes perdas de nitrogênio, mas frequentemente ficam relutantes em reduzir o uso do fertilizante porque temem que fazê-lo diminuirá a produção das plantações”, comentou Phil Robertson, cientista de colheitas e solo do MSU e pesquisador da nova ferramenta.

“A metodologia MSU-EPRI usa uma abordagem inovadora para pagar aos fazendeiros para aplicar menos fertilizante de nitrogênio, mas mais precisamente para que a produção das plantações não seja prejudicada”, acrescentou Robertson.

Os créditos gerados a partir da redução do uso de nitrogênio poderão gerar dinheiro aos agricultores através da venda destes a compradores de mercados de emissões, e estão sendo considerados para o mercado da Califórnia, cujo objetivo é obrigar os grandes emissores do estado a reduzirem ou compensarem a liberação de GEEs na atmosfera a partir de 2013.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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