No preço do CO2 China quer evitar flutuação

Mecanismos de controle de preço e mercados rigorosamente regulados estão entre as medidas que a China está considerando para seus esquemas de comércio de emissões, em uma tentativa de evitar a volatilidade de preço e escândalos que atingiram o esquema de US$ 148 bilhões da Europa.

À medida que sete cidades e províncias na China estão se preparando para lançar os primeiros esquemas de comércio de CO2 do país para reduzir as crescentes emissões de gases do efeito estufa da nação, o mercado de carbono internacional está se recuperando de um enorme excesso de permissões e de preços em recorde de baixa.

As permissões europeias perderam 80% do valor desde a metade de 2008 e 50% nos últimos 12 meses, multiplicando as afirmações de que o mercado de carbono está se tornando irrelevante nos esforços da UE para reduzir as emissões.

“A China considerará introduzir tanto um preço máximo quanto um piso mínimo para evitar a flutuação dramática vista no EU ETS”, disse Chen Jianpeng, do Centro de Pesquisa em Desenvolvimento do Conselho Estadual, que está envolvido no estudo do impacto do futuro ETS chinês.

A China, que é responsável por quase um terço das emissões globais de CO2, planeja usar as experiências de seus esquemas piloto para estabelecer um mercado de CO2 nacional no final desta década.

O governo municipal de Pequim, que sediará um dos sete esquemas piloto da China de 2013 a 2014, planeja implementar um preço mínimo e um preço máximo no mercado de CO2 da capital.

Restrições

A volatilidade é apenas um dos muitos desafios que o mercado da UE tem enfrentado desde seu lançamento, em 2005.

A sonegação fiscal, o roubo de permissões e o reuso de créditos também prejudicaram a reputação do maior mercado de carbono do mundo.

A China, que é geralmente cética a respeito de mercados financeiros, está planejando manter seu esquema de CO2 sob rígido controle.

Depois que a companhia estatal de energia China Aviation Oil perdeu US$ 550 milhões em especulação no mercado de futuros de petróleo em 2004, Pequim descartou mercados futuros para quase todas as commodities.

O comércio de emissões ocorrerá através de trocas aprovadas pelo governo, e regulamentações recentemente anunciadas pelo Conselho Estadual estabeleceram que apenas um comércio a vista com um atraso de cinco dias na entrega será permitido.

Alguns analistas afirmaram que seria benéfico manter um mercado simples, pelo menos inicialmente, já que negociadores chineses não têm experiência em mercados de emissões.

“O mercado não está pronto para ter derivados de carbono, título verdes e fundos verdes na fase piloto”, declarou Shi Minjun, vice-diretor do Centro de Pesquisa de Economia Fictícia e Dados Científicos da Academia de Ciências da China.

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