No País raupp destaca investimentos em pesquisa e mão de obra para fortalecer o empreendedorismo

Nesta quinta-feira (10), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, esteve no Rio de Janeiro, onde participou de um seminário para discutir o futuro do empreendedorismo em países da América Latina.

Versão latina de um encontro com o mesmo propósito, realizado anualmente no estado da Califórnia (EUA), o “Brazil Innovation: A revolution for the 21st century” é o primeiro evento promovido pelo The Economist Group, que edita a revista The Economist, em um país estrangeiro.

Durante o evento, que contou com a participação do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina, Lino Barañao, e foi mediado pelo representante do The Economist Group Michael Reid, Raupp afirmou que o papel dos governos é atuar de forma conjunta com a iniciativa privada e fomentar o empreendedorismo por meio da geração de incentivos e da qualificação da pesquisa.

“Atualmente, o Brasil é responsável por 2,7% da produção científica mundial que, prioritariamente, é desenvolvida nas universidades públicas. Esse é um grande investimento do governo em mão de obra qualificada”, afirmou. O titular do MCTI reforça que o Brasil possui políticas para estimular, ainda mais, o desenvolvimento de recursos humanos, como o Programa Ciência Sem Fronteiras. “Essa iniciativa do governo federal promove parceria com instituições de ensino estrangeiras, de qualidade, na qual os estudantes têm acesso a treinamentos pró-ativos que estimulam o pensamento inovador e ajudam a formar profissionais interessados em construírem seus próprios negócios”, aponta Raupp.

Outra questão defendida pelo ministro é que os governos criem condições favoráveis às empresas inovadoras. Neste sentido, Raupp indica que o desafio atual é estimular a produção científica brasileira – atualmente de cunho acadêmico, voltada à linha tecnológica – e também incentivar as empresas instaladas no Brasil a realizarem pesquisa e desenvolvimento (P&D) em nosso país. “O governo tem políticas para isso, inclusive firmando parceria com empresas internacionais e nacionais para desenvolver projetos que possam ser usados no mundo todo, não apenas no Brasil. Essa é uma maneira de reter expertise no país, sem violar as regras da livre iniciativa”, afirmou.

Questionado sobre a dificuldade para patentear tecnologias no Brasil, procedimento cujo período é de aproximadamente oito anos, o ministro garantiu que o governo tem se esforçado para superar essa questão. “Estamos criando melhores condições junto ao órgão regulador e também em relação às questões legais, com o objetivo de nos alinharmos ao padrão internacional. É um dever de casa que estamos engajados em resolver”, pontuou.

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