Mais de 150 ONGs pedem ações para acabar com a crise do excesso de créditos de carbono

Uma carta aberta destinada aos ministros e negociadores reunidos na Conferência do Clima de Doha (COP 18) foi divulgada nesta quarta-feira (28) com o objetivo de fortalecer os mecanismos de mercado utilizados para controlar as emissões de gases do efeito estufa.

Assinado por 156 ONGs, incluindo Greenpeace, WWF e Climate Action Network (CAN), o documento pede por metas de redução de emissão mais ambiciosas, para aumentar a demanda por créditos de carbono, e por medidas que acabem com as falhas do Protocolo de Quioto, que permitem a acumulação de excesso de créditos.

“Acabem com o ‘hot air’. O excesso gigantesco de permissões de emissão sob o Protocolo de Quioto ameaça a viabilidade do segundo período de compromissos e de qualquer acordo climático futuro. Pedimos às Partes que concordem com uma solução que garanta que o uso desse excesso seja bastante restrito e limitado apenas para submissão doméstica”, afirma a carta.

A inundação de créditos nos mercados está derrubando os preços e impedindo que ferramentas como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e a Implementação Conjunta (IC) cumpram o seu papel. As Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) estão cotadas em apenas €1,50 e as Unidades de Emissões Reduzida (ERUs) em somente €0,70, o que é muito abaixo do mínimo para justificar que empresas prefiram deixar de poluir a ter que comprar créditos.

Além disso, os baixos preços desestimulam os desenvolvedores de projetos de tecnologias limpas, um fator essencial para a transição a uma economia de baixo carbono.

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