Maioria dos supermercados não tem ponto de coleta de pilhas e baterias

Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que já está em vigor desde o dia 5 de novembro de 2010, faz exigência para todo o setor do comércio varejista que comercializa pilhas e baterias que haja um ponto de descarte e recolhimento das mesmas. Essa decisão não tem sido obedecida pela maioria dos estabelecimentos comerciais da cidade, especialmente os supermercados e mercados, onde geralmente as pilhas são compradas.

Uma outra decisão do Conama, de 2001, já regulamentava que as pilhas e baterias teriam que ter uma quantidade menor de metais pesados, para diminuir a contaminação quando descartadas no meio ambiente. As pilhas alcalinas, por exemplo, podem ser descartadas no lixo doméstico, mas o biólogo Carlos Rodrigo Lehn alerta que mesmo sem prejuízos à saúde, descartar diretamente no lixo pode trazer outras consequências. “As pilhas têm carvão e metais, que demoram a se decompor. É mais viável levar esse material aos pontos de descarte”, explica. É preciso lembrar também que pilhas e baterias só podem ser descartadas no lixo doméstico se a cidade possuir um aterro sanitário, que não é o caso de Campo Grande.

Dentro da exigência

Uma rede de hipermercados, instalada em Campo Grande, é a única desse tipo de estabelecimento comercial da cidade que possui ponto de coleta de pilhas. Após recolhidas em um recipiente que tem capacidade para 100 litros, as pilhas são enviadas em uma caixa lacrada para a matriz da rede e de lá, levadas para um fabricante, que faz a reciclagem dos materiais. O ponto de coleta existe há seis meses e o comércio já enviou quatro embalagens para a matriz, que fica em São Paulo. O estabelecimento vende pilhas e baterias de várias marcas. Clientes e funcionários usam o depósito para descartar também as pilhas de parentes e conhecidos.

Além da exigência

Mesmo sem comercializar pilhas e, portanto, sem a obrigação de recolhê-las, uma instituição de ensino a distância da Capital recolhe este tipo de material. “Fazemos a coleta desde 2008, por meio de um dos primeiros projetos realizados pela Comissão de Responsabilidade Socioambiental da empresa”, diz o biólogo Carlos Lehn, da instituição (assista o vídeo). “Todo o fim do mês nós encaminhamos esse material para um banco da cidade e de lá eles encaminham para o fabricante, que recicla o carvão reativo e o metal dessas pilhas”, explica.
Desde o início do projeto, o biólogo acredita que cerca de mil pilhas já foram recolhidas. “Em pensar que todas essas pilhas poderiam estar espalhadas no meio ambiente”, reflete.

Por que a exigência ainda não é cumprida pelos supermercados?

O assessor jurídico da Associação Sul-matogrossense de Supermercados (Amas), João Marques, declarou ao Portal Correio do Estado que desconhece o real motivo pelo qual os comerciantes da área não tenham se adequado ainda à exigência do Conama. “Nós anunciamos essa decisão por informativo a todos os supermercados associados e realizamos na primeira semana de dezembro uma reunião extraordinária para reiterar o pedido de coleta de pilhas e baterias pelos supermercados”, afirma.

Fonte: Correio do Estado

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