Lixo é desafio para o ambiente

A Secretaria do Meio Ambiente de Santa Cruz do Sul conquistou nos últimos meses avanços importantes no setor do lixo urbano. No entanto, existem problemas crônicos que continuam aguardando soluções – dentre eles, a atuação dos papeleiros autônomos.

A criação da Central de Recebimento de Pneus e Resíduos Eletrônicos (Crepel), no fim do ano passado, está se mostrando uma solução eficiente no recolhimento de pneus usados e equipamentos eletroeletrônicos, que costumavam ser descartados em terrenos baldios e nas margens das rodovias. O local também recebe poliestireno (isopor) para reciclagem.

Além dessas medidas, a secretaria formalizou convênio com a Cooperativa dos Catadores e Recicladores (Coomcat) de Santa Cruz, que está administrando a Usina de Lixo desde outubro do ano passado, uma medida pioneira no Estado. Mas ao lado desses avanços, o setor enfrenta um grande desafio: regular o serviço dos catadores autônomos que atuam na cidade e, não raras vezes, causando reclamações da comunidade. “Infelizmente, nessa questão, temos avançado pouco”, lamenta o titular da pasta, Alberto Heck.

Conforme ele, existem na cidade entre 40 e 50 catadores não associados à Coomcat, que recolhem papelão, plásticos e outros a qualquer hora do dia. No período de 15 de fevereiro a 15 de março, a pasta convocou essas pessoas a se cadastrarem na Prefeitura, mas só cinco apareceram. Em cima desses dados, a secretaria pretendia elaborar uma lei para regulamentar esse trabalho. Como não houve retorno, a proposta não evoluiu.

O objetivo do cadastro é saber quantos trabalham como catadores de material reciclável; o que e quanto recolhem; como armazenam e qual o destino e meio de transporte (se carroça com animal, por exemplo), dentre outras. Esses dados são relevantes para a elaboração da lei, que vai enfocar vários aspectos, inclusive no tocante à circulação das carrocinhas. “Não queremos fazer um texto impositivo, que acabe impedindo a atuação dessas pessoas”, frisou o secretário.

Heck lembra que o serviço dos papeleiros é social, ambiental e econômico, e que deve ser respeitado. Mas ao mesmo tempo, precisarão atuar com regras. “Por isso, queremos uma lei justa e elaborada dentro da realidade.”

CÓDIGO

A partir do dia 15 deste mês, haverá um trabalho de cadastro de famílias carentes (CadÚnico) diretamente nos bairros e, partir daí, acredita que os papeleiros autônomos serão identificados. Isso, no entanto, deve empurrar para maio a confecção da lei.

Enquanto a lei específica não existir, o secretário disse que os problemas pontuais serão resolvidos pela fiscalização da sua pasta e da Secretaria do Planejamento, pela Guarda Municipal e pela área social da Prefeitura. “O Código de Limpeza Urbana existe e deve ser respeitado.”

Catador

A secretaria tem recebido, seguidamente, reclamações sobre um catador que atua no Centro. Ele costuma beber e dormir nas calçadas, inclusive durante o dia. Além disso, faz as necessidades fisiológicas em qualquer lugar. Ele também lota o seu carrinho e, muitas vezes, o deixa parado nas esquinas, atrapalhando a visão dos motoristas.

Alberto Heck disse que o rapaz tem problemas mentais e que não aceita ajuda. Os próprios integrantes da Cooperativa dos Catadores já conversaram com ele, mas nada conseguiram.

Fonte: Gaz

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