Governo do Acre e WWF-Brasil lançam primeiro Plano de Recursos Hídricos da Bacia Amazônica

Planejar a gestão da água, promover seu consumo consciente, integrar o manejo sustentável da água e da floresta, integrar o uso do solo com a gestão do insumo, reduzir o impacto que as mudanças climáticas podem provocar para a população e o meio ambiente e garantir a sobrevivência das futuras gerações.

Estes são alguns dos objetivos do Plano Estadual de Recursos Hídricos desse Estado (PERH-AC) elaborado pelo Governo do Acre, o WWF-Brasil – por meio do programa Água para a Vida desenvolvido em parceria com o Grupo HSBC – e a sociedade civil local. A iniciativa, lançada no último dia 13, torna o Acre o primeiro estado da região Amazônica a estabelecer sua Política de Gestão dos Recursos Hídricos, avançando a gestão para onde se encontram 70% das reservas de água doce do país, sinalizando que esta deva ser pró-ativa e preventiva.

O Plano conta com ações já em andamento, como a implantação da Rede de Monitoramento de Qualidade da Água dos principais rios e mananciais do estado. Além disso, foram incrementadas ao projeto as propostas do Programa Água para a Vida de monitoramento de eventos hidrológicos críticos e o Programa de Conservação e Recuperação de Nascentes e Matas Ciliares da Bacia do Rio Acre, onde se concentram cerca de 50% da população do estado e há problemas de secas e cheias desde 2005. Também merecem destaque o estímulo à criação de comitês de bacias hidrográficas, o apoio à participação dos municípios na gestão das bacias e a promoção permanente de cursos destinados à população sobre gestão de recursos hídricos, dentre outros projetos e programas.

Para o desenvolvimento do PERH-AC, foi realizado mapeamento da quantidade e qualidade da água no estado, avaliados os setores econômicos e as demandas, assim como os potenciais conflitos pelo insumo. A gestão foi dividida em seis unidades, que correspondem às bacias hidrográficas dos rios Juruá, Tarauacá, Envira-Juruparí, Purus, Acre-Iquiri e Abunã. Um dos grandes avanços da iniciativa é reconhecer a água como bem público e direito fundamental à vida e não apenas como recurso.

“Estamos cientes de que o lançamento do Plano encerra apenas uma das etapas de um grande desafio: transformar a gestão da água, que vem sendo realizada de forma reativa em meio a conflitos, em uma gestão proativa. A partir de agora, nosso objetivo é a implementação do programa. Para isso, a participação da sociedade é fundamental. Na região Amazônica, onde a água é abundante, temos a oportunidade de prever, planejar, evitando disputas pelo uso da água. Mas, se isso for impossível, o Plano permitirá que a sociedade esteja preparada para enfrentar situações de conflito”, explica Glauco Kimura de Freitas, coordenador do Programa Água para a Vida do WWF-Brasil.

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