EUA pede as economias emergentes para contribuir para o fundo climático

Alguns países em desenvolvimento deveriam contribuir com dinheiro para o fundo climático de US$ 100 bilhões por ano para ajudar nações pobres a combaterem as mudanças climáticas, disse o principal negociador climático dos EUA na sexta-feira.

Todd Stern, o enviado especial dos EUA para mudanças climáticas, afirmou aos repórteres que embora os países ricos devam contribuir para o Fundo Climático Verde, a porta foi deixada aberta para que algumas economias emergentes avançadas contribuam.

Falando após a conclusão do último Fórum das Maiores Economias, um encontro dos 17 maiores emissores do mundo e outros países-chave, Stern declarou que certos países devem contribuir para o fundo da ONU “logo no início”.

“Certamente faz sentido que isso aconteça”, disse ele.

Stern acrescentou que quando o presidente mexicano Felipe Calderon propôs pela primeira vez o conceito do Fundo Verde, há muitos anos, ele previa que todos os países – desenvolvidos e em desenvolvimento – contribuiriam com sua quota para o fundo.

Embora essa característica tenha sido abandonada pelo atual projeto do fundo, que deve ser adotado na próxima conferência climática em Durban, na África do Sul, Stern espera que algumas economias emergentes comecem a participar no “curto prazo”.

No último mês, a Noruega e Bangladesh – respectivamente alguns dos países mais ricos e mais pobres do mundo – juntaram suas forças para pedir que países como o Brasil e a China contribuam para o Fundo Climático Verde.

O principal negociador climático da Noruega afirmou em Bruxelas que enquanto ninguém espera ou exige que economias emergentes “apresentem dinheiro amanhã”, há uma expectativa de que elas logo começarão a considerar a doação de dinheiro.

Os pedidos sinalizam uma mudança nas negociações e refletem a crescente capacidade econômica nas negociações climáticas da China e do Brasil, que foram anteriormente listados como nações em desenvolvimento e não foram obrigados a cortar emissões sob o Protocolo de Quioto…

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