Espinosa apresenta propostas contra o aquecimento global

SAN JUAN – A chanceler mexicana, Patricia Espinosa, ao participar hoje da 39ª Cúpula do Mercosul, em andamento na Argentina, ressaltou a necessidade de esforços em busca de um acordo para se evitar os avanços dos efeitos da mudança climática. Em seu pronunciamento, Espinosa reiterou a importância do tema, que tem defendido em uma viagem por países da região, iniciada nesta semana, em vista da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (CP-16), que ocorrerá em dezembro em seu país. Antes, ela esteve no Chile e amanhã passará pelo Brasil.

A viabilidade da civilização “está em risco” em consequência do aquecimento global, declarou Espinosa, ressaltando que o governo mexicano tem interesse em escutar as opiniões dos membros do Mercosul sobre o problema. Neste sentido, apresentou aos mandatários presentes os documentos em que o México descreve os principais objetivos que devem ser atingidos para combater a mudança climática, partindo primeiramente da redução de emissões de gases que causam o efeito estufa por parte dos países desenvolvidos.

Espinosa defendeu ainda a criação de um “fundo verde” contra as consequências da mudança climática, formado por US$ 100 bilhões. Segundo ela, esta será uma das metas do governo mexicano durante a reunião mundial a ser realizada em Cancún. O México tem a difícil tarefa de evitar um fracasso, como o registrado na COP-15, realizada em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro de 2009. Após horas de discussões, os países participantes do encontro terminaram assinando um acordo não vinculante, ou seja, não obrigatório e que, mesmo assim, foi rejeitado por alguns países.

Em relação ao Mercosul especificamente, a chanceler elogiou e agradeceu os pronunciamentos dos governos sul-americanos contra a lei contra a imigração ilegal, promovida pelo estado norte-americano do Arizona, que criminaliza cidadãos clandestinos. Ela também acrescentou que, embora o fluxo de trocas entre seu país e as nações integrantes do bloco comercial esteja aumentando, o governo mexicano espera avançar “muito mais”.

Desde a crise econômica mundial, que afetou rapidamente o México no último ano, a gestão de Felipe Calderón busca outros mercados com o objetivo de minimizar a forte dependência dos norte-americanos. Participam da Cúpula do Mercosul os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Fernando Lugo (Paraguai) e José Mujica (Uruguai), além da anfitriã Cristina Kirchner — todos de países-membros do bloco –, e os líderes das nações associadas, Bolívia e Chile, Evo Morales e Sebastián Piñera. O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, representa o seu país, atualmente em processo de incorporação plena.

Ao fim do encontro desta terça-feira, iniciado pouco na localidade argentina de San Juan pouco depois das 10h30 locais (mesmo horário de Brasília), a Argentina transmitirá a presidência de turno do Mercosul para o Brasil, que a ocupará até dezembro de 2010. Na tarde de hoje, Lula e Cristina ainda mantêm uma reunião bilateral.
Fonte: DCI- Comércio

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