Eólica e solar somadas chegam a 382GW instalados globalmente

Conselho Global de Energia Eólica e Associação Europeia de Indústria Fotovoltaica publicam relatórios que mostram que instalações mundiais eólicas e solares chegaram a 282 gigawatts e 100 gigawatts, respectivamente

Mesmo as dificuldades econômicas e as incertezas políticas dos últimos anos não foram capazes de parar o desenvolvimento das energias eólica e solar no mundo, apontam os dados dos últimos relatórios do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) e da Associação Europeia de Indústria Fotovoltaica (EPIA).

Segundo as informações dos documentos, a energia eólica global cresceu 20%, instalando 45 gigawatts (GW) em 2012 e chegando a 282 GW no total. Já a energia solar chegou a 100 GW instalados, tendo crescido um terço disso em 2012 e outro terço em 2011.

No setor eólico, China e Estados Unidos lideraram as instalações de 2012, com cerca de 13 GW cada; em seguida, vieram Alemanha, Índia e Reino Unido, com aproximadamente 2 GW cada. Em se tratando de instalações cumulativas, a China lidera a classificação com 75 GW, seguida pelos EUA (60 GW), Alemanha (31 GW), Espanha (22 GW), Índia (18 GW) e Reino Unido (8 GW).

De acordo com o relatório do GWEC, o grande crescimento de instalações eólicas nesses mercados foi estimulado principalmente pelo término iminente de várias das tarifas de incentivo. Para se ter uma ideia, 8 GW dos 13 GW instalados nos EUA em 2012 foram implementados no último trimestre do ano.

A Ásia continua a ser o mercado líder em instalações anuais, e ainda neste ano deve passar a Europa em instalações cumulativas. No entanto, outras partes do mundo estão desenvolvendo seus mercados eólicos.

Na América Latina, por exemplo, o principal responsável pelo crescimento nas instalações é o Brasil, que deve liderar também a produção de turbinas e geradores eólicos no mercado latino-americano até 2016.

Na África, o desenvolvimento da energia eólica ainda é tímido, mas já mostra sinais de que está mudando: a primeira grande fazenda eólica, com 52 MW, entrou em funcionamento neste ano na Etiópia.

“Nos próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será conduzido principalmente pela Índia e pelo Brasil, com contribuições significativas de novos mercados na América Latina, África e Ásia”, comentou Steve Sawyer, secretário-geral do GWEC.

No entanto, os especialistas acreditam que as instabilidades do mercado podem prejudicar, ainda que levemente, o desenvolvimento da energia eólica. “Embora o mercado continue a se diversificar em todos os continentes, é ao mesmo tempo atormentando pelo contínuo crescimento econômico lento na ODCE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico], assim como a contínua crise de crédito”, acrescentou Sawyer.

Já as instalações solares chegaram a gerar uma eletricidade equivalente à produção de 16 usinas nucleares ou a carvão médias, o que pode evitar a emissão de cerca de 53 milhões de toneladas de emissões de carbono por ano. O crescimento das instalações foi liderado pela China, EUA e Japão, mas a Europa continua a ser o maior mercado.

No continente europeu, a Alemanha apresenta o maior índice de instalações, com 32 GW, seguida pela Itália, com 16 GW. As instalações mundiais pularam de 40 GW em 2010 para 71 GW em 2011 e 100 GW no último ano.

“Ninguém teria previsto mesmo 10 anos atrás que veríamos mais do que 100 gigawatts de capacidade fotovoltaica no mundo até 2012. Mesmo em tempos econômicos difíceis e apesar da incerteza regulatória crescente, quase conseguimos repetir o ano recorde de 2011”, observou Winfred Hoffman, presidente da EPIA.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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