Engenheiros do Crea-RJ são impedidos de fazer vistoria no Bumba

Engenheiros e técnicos do Conselho Regional de Engenharia do Rio (Crea-RJ) foram nesta quarta-feira (8) até ao Morro do Bumba, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O órgão foi vistoriar o local, após constatar que houve deslizamentos recentes. Os moradores estão preocupados com uma nova tragédia na comunidade, depois do temporal que alagou várias ruas da cidade no último domingo (5).

No entanto, os engenheiros do Crea foram impedidos de realizar a vistoria nesta quarta-feira. Funcionários que trabalham nas obras de reconstrução do Morro do Bumba proibiram a entrada dos técnicos. Os engenheiros do conselho argumentaram que já esperavam a restrição. Segundo eles, os trabalhos da obra não estão sendo feitos de maneira correta.

“Deveria haver uma contenção embaixo para impedir que esse aterro atingisse a estrada e a rua principal, que se tornou um mar de lama e está inundando e levando a sujeira lá pra baixo. Essa barreira, que deveria ficar segura, não conseguiu conter tudo aquilo que caiu”, explicou o engenheiro do Crea, Abílio Borges.

Na madrugada de segunda-feira (6), a Defesa Civil de Niterói recebeu oito ligações em decorrência da chuva. Após o temporal de domingo (5), a grama, que havia sido plantada há pouco tempo na comunidade, foi estragada e o lixo, que estava escondido, voltou a aparecer.

Mais de 40 mortes nas chuvas de abril
Em abril, o Morro do Bumba sofreu com vários deslizamentos provocados pela chuva. A terra desceu com força e surpreendeu os moradores. Cerca de 40 pessoas morreram soterradas e 180 ficaram desabrigadas.

O clima entre os moradores do Bumba é de apreensão. Muitos têm medo que as chuvas de verão provoquem grandes deslizamentos de terra. “Pelo o que aconteceu aqui em abril a gente fica meio assustado com as nossas casas e as casas dos outros”, disse o comerciante Sérgio Garcia.

A Secretaria estadual do Meio Ambiente, responsável pela obra do Bumba, informou que as placas de grama plantadas recentemente foram as que deslizaram no domingo. Segundo a secretaria, isso não vai alterar o programa de reflorestamento.

Em relação a proibição da entrada do engenheiro do Crea, a secretaria disse que se tivesse sido avisada da visita teria dado autorização. Sobre o muro de contenção, o engenheiro responsável pela obra afirmou que o estudo de estabilidade e drenagem não prevê a colocação de muro. Ele alegou ainda que, se o Crea considera o muro essencial, deve fazer uma solicitação formal.

Fonte: G1 – Globo

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