Em Quebec permissões de emissão podem custar US$ 80 em 2018

Sem nenhuma esperança de que os Estados Unidos terão qualquer forma de limite sobre suas emissões de gases do efeito estufa (GEEs) em curto e médio prazo, os esquemas regionais de ‘cap and trade’ evoluem a passos lentos, mas seguem em frente.

Após a Iniciativa Regional de Gases do Efeito Estufa (RGGI) ter entrado em vigor como o primeiro esquema compulsório norte-americano a lidar com os GEEs, mesmo com seu sucesso muito questionado, agora é a vez da Western Climate Initiative (WCI) aprender com os erros dos antecessores e tentar apanhar os louros de ser pioneiro.

A WCI diminui nos últimos anos com a saída de vários estados norte-americanos, porém dois membros de calibre alto continuam firmes e fortes a caminho da sua implementação em 2013, Califórnia e a província canadense de Quebec.

O governo de Quebec anunciou formalmente em dezembro de 2011 a adoção da regulamentação para dar início ao seu sistema de ‘cap and trade’. A partir de 2013, as empresas dos estados componentes da WCI terão a possibilidade de negociar permissões de emissão entre si.

Em uma analise divulgada nesta semana, a Barclays Capital avalia as regras, o potencial de evolução do equilíbrio do mercado, a precificação futura e os impactos da conexão de Quebec com o ‘cap and trade’ da Califórnia.

As regras e as fontes de emissão (principalmente setor de transporte) de ambos são similares. O mercado da província iniciará com um limite de cerca de 24 milhões de toneladas (Mt) de CO2, cobrindo setores industrial e geração de energia (cerca de 75 unidades), passando para 64 Mt em 2015 quando o setor de transporte (incluindo aviação e navegação) e outros combustíveis entrarem no esquema.

A BarCap estima que os preços durante a primeira fase da WCI (2012-2014) devem ficar acima do piso estabelecido ($10.05). Sem a conexão com a Califórnia, o mercado tende a ser curto e precisará de permissões de emissão da reserva (1% das permissões na fase 1, 4% na fase 2 e 7% na fase 3), em torno de 2016. Com o uso total das permissões da reserva aproximadamente em 2018, os preços do carbono teriam que incentivar cortes em curto prazo nas emissões em vários setores e podem chegar a US$80.

Continue lendo em Instituto Carbono Brasil

Esta entrada foi publicada em Notícias e marcada com a tag , , , , , , . Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*