Em Nairóbi nações se comprometem a intensificar sustentabilidade ambiental

Ministros do Meio Ambiente do mundo todo fecharam o encontro anual com o compromisso de fazer da Rio+20 um sucesso. Em declaração conjunta, ministros e representantes de governos de quase 150 países descreveram a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, como “uma oportunidade única para abordar desafios econômicos, ambientais e sociais no contexto do desenvolvimento sustentável”.

A declaração de 40 anos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destaca a preocupação dos ministros do meio ambiente sobre a contínua degradação ambiental, que pode ser percebida em todo o planeta.

Essas decisões surgem em seguimento à apresentação por delegados das descobertas reveladas na Síntese para Tomadores de Decisão do GEO-5 (Panorama do Meio Ambiente Global). O relatório completo será lançado na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012, que este ano será no Brasil.

O GEO-5 mostra que muitos dos desafios ambientais previstos na Cúpula da Terra de 1992 estão se tornando realidade – como a mudança do clima, as perdas da biodiversidade, o desmatamento e o declínio de solos produtivos e saudáveis.

A declaração ministerial de 40 anos do PNUMA se compromete a, no contexto do desenvolvimento sustentável, fazer da Rio+20 um sucesso e desenvolver ações concretas para abordar os problemas ambientais que são enfrentados pela comunidade global.

Economia Verde

O Presidente do Conselho Administrativo do PNUMA, Federico Ramos de Armas, Secretário de Estado do Ministério do Meio Ambiente da Espanha, também resumiu os três dias de debates e discussões sobre os dois temas da Rio+20: Economia Verde no Contexto do Desenvolvimento Sustentável e da Erradicação da Pobreza e Quadro Institucional para o Desenvolvimento Sustentável.

Ele disse que a Economia Verde foi vista por ministros e delegados como um caminho para alcançar o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a criação de trabalhos decentes por meio do “aumento da eficiência de recursos, do incentivo ao consumo e à produção sustentável e desenvolvimento de uma economia de baixo carbono”.

O Presidente também destacou o fato de que ainda existem vários desafios para atingir esses objetivos, especialmente em países em desenvolvimento, devido à necessidade por recursos, capacidade e acesso a tecnologias renováveis.

Ele falou também das preocupações de alguns países de que há um risco que a Economia Verde provoque protecionismo no comércio, tornando vital um maior engajamento de todos os setores da sociedade e entre países para diminuir esses riscos.

O Presidente expressou, ainda, a visão da vasta maioria das nações em relação ao apoio à Economia Verde, considerando suas potenciais oportunidades na integração das dimensões social, ambiental e econômica do desenvolvimento sustentável.

“Muitas das atividades da Economia Verde podem fornecer novas oportunidades para garantir que mulheres se tornem participantes ativas na economia local, especialmente nos setores de energia, manejo da terra e da água”, declarou o presidente.

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