Em cinco anos emissões dos Estados Unidos caem 13%

O aumento na capacidade das energias renováveis e a redução no consumo de energia, entre outros fatores, fizeram as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) dos Estados Unidos caírem para seu menor nível desde 1994, indica um novo relatório da Bloomberg New Energy Finance.

Segundo o Sustainable Energy in America 2013 Factbook, a capacidade instalada de energia solar, eólica, geotérmica e de biomassa nos EUA quase dobrou de 2009 para 2012, de 43,5 gigawatts para 85,7 gigawatts.

As renováveis, aliás, foram a fonte de energia que mais cresceu nos últimos cinco anos nos EUA, aumentando sua participação no mix energético de 8,3% para 12,1%. Só em 2012, os novos investimentos em fontes limpas bateram a casa dos US$ 44 bilhões e chegaram a 17 gigawatts instalados, atingindo um total de 187 gigawatts. Em 2004, os investimentos eram de pouco mais de US$ 10 bilhões.

Já os combustíveis fósseis perderam espaço no mix energético norte-americano. O consumo de carvão, que em 2007 representava 22,5% da fonte de energia do país, diminuiu para 18,1%. O uso do petróleo também caiu.

Apenas o gás natural apresentou uma alta no consumo, indo de 22% na participação do mix energético em 2007 para 31% em 2012. Agora, a participação do gás natural (442 gigawatts) e das renováveis chega a 629 gigawatts, 58% do mix energético. Em 2011 e 2007, esse valor era de 605 gigawatts (56%) e 548 gigawatts (54%), respectivamente.

Além disso, o consumo de energia, estimulado por formas mais eficientes de aquecimento e resfriamento nas construções e pelo uso de carros híbridos e elétricos, caiu 6,4% no país desde 2007.

Para se ter uma ideia, 488 mil veículos híbridos e elétricos foram adquiridos nos EUA no último ano, e a intensidade de energia das construções comerciais caiu mais de 40% desde os anos 1980.

Devido a esses fatores, as emissões do país acabaram sendo reduzidas a seu menor índice desde 1994, uma diminuição de 10,7% em relação aos níveis de 2005 e de 13% em comparação com as 6,02 gigatoneladas de emissões atingidas em 2007.

De acordo com Ethan Zindler, analista do Conselho Empresarial para Energia Sustentável (BCSE), isso faz com que o presidente Barack Obama possa defender com mais veemência suas conquistas ambientais, e coloca o país em uma posição mais confortável diante das negociações climáticas.

Continue lendo em Instituto Carbono Brasil

Esta entrada foi publicada em Notícias e marcada com a tag , , , . Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*