Em busca de soluções sustentáveis para a Capital

Em parceria com o Instituto Biosenso de Sustentabilidade Ambiental, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) lançou, na manhã de ontem, o Fórum Concertação Ambiental – Soluções Sustentáveis para Porto Alegre.

O objetivo do seminário, que será dividido em três encontros, é conciliar o processo de produção e a geração de emprego com a preservação do meio ambiente.

De acordo com o titular da pasta, Luiz Fernando Záchia, o foco central dos debates será a construção de soluções juntamente com a sociedade, com enfoque em temas que estejam ligados ao desenvolvimento sustentável.

“Queremos promover uma grande discussão dos temas mais delicados, para que não precisemos proibir tudo, assim como ocorre em São Paulo, por exemplo. Não precisamos desse radicalismo”, ponderou Záchia.
Com a aproximação da Copa do Mundo, a Smam e o Biosenso definiram três temas a serem debatidos: as gestões dos resíduos da construção civil (RCC), a gestão dos usos da orla e do Guaíba e do espaço urbano e seus impactos visuais. O primeiro ponto a ser abordado é que destino deve ser dado ao material recolhido em obras da construção civil.

Záchia lembra da existência de apenas um aterro nas proximidades da freeway, local que, no prazo de um ano, não suportará mais nada. Atualmente, são produzidas cerca de 75 toneladas de RCC. Com as obras previstas para a Copa, esse número pode chegar a dois milhões de toneladas. “Hoje, temos apenas uma área licenciada.
O que devemos fazer é buscar alternativas para a reutilização deste material, gerando mão de obra, emprego e renda para centena de trabalhadores”, explica o secretário. A ideia é apresentar durante o fórum exemplos de cidades como São Paulo e Belo Horizonte, que já realizam esse trabalho com o RCC, transformando-o em outros materiais.

Berfran Rosado, diretor do Instituto Biosenso, explica que os encontros buscam a conciliação de todo esse processo produtivo, acelerado pelo bom momento econômico do País e pelos investimentos da Copa do Mundo, atrelado ao desenvolvimento sustentável. “Devemos discutir, neste primeiro momento, o destino a ser dado para todo o material, resultado de antigas construções ou novos empreendimentos”, afirma Rosado. O diretor do Biosenso ressalta ainda a ideia de reunir especialistas, gestores de cada uma das áreas envolvidas, donos de construtoras, Ministério Público, Executivo e Legislativo para debater os temas na busca de um consenso. “É o que busca o nosso instituto, que não tem nenhum fim lucrativo.” Depois dos debates, a ideia da ONG é organizar cursos para disseminar o conhecimento e a educação ambiental.

O primeiro debate ocorrerá em 1 de agosto, no auditório da Pucrs. Esta primeira edição analisará alternativas que preservem os recursos naturais e promovam o desenvolvimento sustentável.

O segundo seminário, previsto para o dia 6 de setembro, abordará o uso do espaço urbano e seus impactos visuais e examinará as formas de equilíbrio entre os diversos equipamentos urbanos, como antenas de telefonia e placas de publicidade, com o meio ambiente. Este será realizado no auditório da Fecomércio.

O terceiro e último encontro, sobre gestão do uso do Guaíba e sua orla, está agendado para 11 de outubro, também no auditório da Fecomércio. Na ocasião, serão avaliadas as perspectivas econômicas, de lazer e de transporte oferecidas pelo lago e a região no entorno sob a ótica da sustentabilidade.

No final dos três encontros, será lançado o Prêmio Top Sustentabilidade 2011, que reconhecerá trabalhos e ações de destaque no desenvolvimento sustentável. A premiação contemplará três categorias: conscientização, legado e inovação.

Fonte: Jornal do Comércio

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