Em 2013 Norte-americanos podem liderar o mercado de gestão de carbono

Apesar dos esforços para reduzir as emissões de CO2 serem muito maiores na Europa do que nos Estados Unidos, a América do Norte deve se tornar o maior mercado de gestão de carbono até 2013. Pelo menos é o que indica um novo relatório da Pike Research, empresa de pesquisa de mercado e consultoria.

Isso porque embora as discussões políticas nos EUA a respeito de questões climáticas e energéticas impeçam progressos nesse setor, a realidade das empresas norte-americanas mostra que estas estão tomando muitas iniciativas para reduzir sua pegada de carbono.

O relatório da Pike, Carbon Management Software and Services (Software e Serviços de Gerenciamento de Carbono), analisou as tendências mundiais e regionais de softwares e serviços de gestão de carbono, e previu a dimensão do mercado e perspectivas de crescimento por região e por diferentes segmentos de serviço entre o período de 2010 e 2017.

Segundo o documento, o mercado de software e serviços de manejo de carbono na América do Norte se tornará o maior do mundo até 2013, atingindo mais de US$ 1,1 bilhão, ou 41%, do mercado global. Já em 2017, o relatório prevê que os gastos mundiais totais com esse segmento serão de US$ 5,7 bilhões, e a participação da América do Norte será de 43% desse total.

Ainda de acordo com os dados da análise, os serviços, dentro dessa indústria, estão crescendo em um ritmo mais acelerado do que as compras de software, e passarão dos 55% do mercado total em 2010 para 67% até 2017.

“Embora os EUA não tenham conseguido aprovar um projeto de lei nacional de clima e energia, se torna cada vez mais claro que as corporações do país estão tomando a liderança na formação de um programa ambiental e de sustentabilidade. Hoje, uma maioria esmagadora das companhias da lista Fortune 500 estão mensurando, gerenciando e reportando voluntariamente suas emissões de carbono”, explicou Marianne Hedin, analista da Pike.

No entanto, ainda há uma grande quantidade de organizações, sobretudo as pequenas e médias empresas, que não automatizaram seus processos de gerenciamento, dependendo de planilhas do Excel ou aplicativos de softwares locais.

Por isso, o documento indica uma série de procedimentos para que essas firmas possam competir um mercado cada vez mais diversificado e fragmentado nesse sentido: articular claramente o plano comercial para gestão de carbono; usar uma abordagem inteligente e abrangente de sistemas para entender as implicações da redução de CO2 de toda a cadeia de valor; desenvolver um sistema de gestão totalmente integrado que tenha por base o que a organização já tem em vigor; e realizar uma gestão de dados e análises que permita informar cada vez mais e melhor.

Fonte: Instituto Cabono Brasil

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