Em 2012 energia eólica foi responsável por 26% da capacidade instalada na União Europeia

Um novo relatório da Associação Europeia de Energia Eólica (EWEA) publicado nesta quinta-feira (7) revelou que a capacidade eólica instalada em 2012 na União Europeia correspondeu a 26% do total implantado, o equivalente a 11,6 gigawatts (GW), 11% a mais do que o instalado em 2011.

Com isso, o total eólico instalado no bloco chega a 105,7 GW, 12% a mais do que no ano anterior, e os investimentos no setor beiraram os €17,2 bilhões. Agora, as instalações eólicas são responsáveis pela geração de 7% da demanda de eletricidade da Europa, em comparação com os 6,3% em 2011.

No entanto, a energia eólica não se destacou em relação às outras fontes renováveis, já que 30% da capacidade instalada foi de energia solar e 24%, de gás natural. Nos últimos anos, as renováveis foram responsáveis por 51,2% das novas instalações, sendo 27,6% eólicas.

As instalações eólicas offshore também mostraram um bom crescimento, batendo inclusive recordes, porém elas ainda correspondem a apenas 10% do total de instalações eólicas da União Europeia.

Mas apesar dos bons números, as perspectivas para os próximos anos não são nada favoráveis à energia eólica. Segundo o documento, as instabilidades políticas, econômicas e climáticas na Europa devem refletir no desenvolvimento dessa fonte de energia, principalmente em 2013 e 2014.

“Os números de 2012 refletem pedidos feitos antes da onda de incerteza política que varre a Europa desde 2011, o que está tendo um enorme impacto negativo no setor de energia eólica. Acreditamos que essa instabilidade será muito mais aparente nos níveis de instalação de 2013 e 2014”, comentou Christian Kjær, diretor executivo da EWEA.

De acordo com o relatório, uma das consequências negativas dessa incerteza será o aumento do desemprego no setor, que está perdendo cerca de 5,5 mil funcionários qualificados por ano. “A indústria eólica está sofrendo graves perdas de emprego, e sofrerá mais dificuldades neste ano”, observou Arthouros Zervos, presidente da EWEA.

Além disso, a análise mostra que se muito já foi feito no desenvolvimento dessa fonte limpa, ainda há um longo caminho pela frente. O bloco, por exemplo, está quase 2 GW aquém da meta estabelecida pelo Plano de Ação Nacional de Energias Renováveis para as fontes eólicas de 107,6 GW, e dos 27 membros, apenas nove estão atingindo o objetivo.

A Alemanha, como de costume, continua a ser líder, somando 21% do total de novas instalações e 22% da capacidade já instalada da UE. Em seguida, aparecem Reino Unido, Espanha e Itália no ranking de instalações eólicas, mas novos mercados, como a Polônia, a Romênia e a Turquia apresentaram recordes de instalação em 2012, o que reflete no relativo otimismo apresentado no relatório.

“A energia eólica na Europa Central e Leste, incluindo a Turquia, reduzirá substancialmente a dependência de combustível fóssil dos setores de energia”, concluiu Kjær.

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