Eficiência energética – Energia útil – MME

Outro conceito utilizado é o de energia útil. Conforme Marques et al. (2006), energia útil “significa a forma energética última, efetivamente demandada pelo usuário, devendo ser algum fluxo energético simples, como calor de alta e baixa temperatura, iluminação,
potência mecânica”.
A estimação dos valores de energia útil no Brasil é apresentada no Balanço de Energia Útil (BEU), publicado em intervalos de 10 anos, e cuja edição mais recente tem como ano base 2004 (MME/FDTE, 2005). De acordo com esse documento, a energia útil é a parcela da energia final efetivamente utilizada em um dado uso, ou seja, a energia final menos as perdas.
Expresso de outra forma, corresponderia ao produto da energia final por um rendimento
energético.
Com relação ao conceito de rendimento energético, o adotado na formulação do BEU “se
refere apenas à primeira transformação de energia do processo produtivo”, tratando-se de uma simplificação e reduzindo o potencial de economia calculado por não considerar perdas (e consequentes oportunidades de aumento da eficiência) para todo o sistema energético: as perdas reais serão sempre maiores do que as estimadas.
O BEU apresenta, para efeitos de análise do potencial de economia de energia, dois valores para os rendimentos energéticos:
Rendimento “real” ou “efetivo”, associado às instalações em atividade no Brasil;
Rendimento de referência, que corresponde a um valor [máximo] disponível no
mercado para determinada tecnologia.
O potencial de conservação de energia calculado a partir dos parâmetros apresentados no BEU se aproxima, portanto, do potencial técnico conforme descrito em EPRI (2009)
– economias resultantes da adoção das tecnologias mais eficientes disponíveis, sem levar em conta a viabilidade econômica destas tecnologias.

Progressos autônomo e induzido

A avaliação da eficiência energética aqui realizada considerou a existência de dois
movimentos. O primeiro, denominado tendencial, corresponde ao aumento da eficiência em uma trajetória do tipo “business as usual” e inclui a reposição tecnológica pelo término da vida útil de equipamentos e os efeitos de programas e ações de conservação já em prática no país. O segundo, denominado progresso induzido, refere-se à instituição de programas e ações adicionais orientados para determinados setores, eventualmente ainda não implantados no país, refletindo políticas públicas.
Neste trabalho, os montantes de conservação indicados são decorrentes dos efeitos
combinados dos progressos tendencial e induzido, com predominância do progresso tendencial – haja vista que no horizonte em análise (2010-2019), em razão do tempo demandado para preparo, aplicação e absorção de novos programas e políticas a serem introduzidos, o impacto de novas medidas seria naturalmente reduzido.
Contexto econômico e demográfico
A avaliação da eficiência energética nos próximos dez anos insere-se em um conjunto de
estudos da demanda de energia que têm como base um cenário referencial condicionado por fatores externos e internos à economia brasileira. A discussão e a descrição desse cenário fogem ao escopo desta nota técnica. Para o propósito deste trabalho é suficiente que tal cenário seja caracterizado em termos quantitativos, especificamente pelo crescimento demográfico e do número de domicílios e pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), desagregado pelos grandes setores da economia.
O cenário referencial em que se circunscreve a avaliação da eficiência energética aqui
apresentada é caracterizado, em termos quantitativos, na Tabela 4.

Conceitos e definições - Eficiência Energética
Outras considerações gerais

É importante ressaltar que não se considerou neste trabalho o estabelecimento apriorístico de metas para redução de emissões de gases de efeito estufa o que poderia implicar em definir limites para o consumo de energia.
Nessas condições, é premissa básica do trabalho o entendimento de que o uso da energia no Brasil não se faz, no horizonte do estudo (2010-2019), no “estado da arte”. Ou seja, o
incremento na eficiência energética decorre de duas razões básicas:
(a) da motivação própria dos consumidores, preocupados com a redução de custos e a
atualização tecnológica; e
(b) do incentivo oferecido por programas e iniciativas coordenados por agentes
governamentais.

<a href=”http://www.nanotechdobrasil.com.br/imagens/eficiencia-energetica/demanda-de-eficiencia-energetica.pdf” title=”Demanda de Eficiência” target=”_blank”>Clique aqui para ler está matéria completa –  Eficiência energética na indústria e nas residências – Ministério de Minas e Energia</a>

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