Desmatamento no AM aumentou 61%, diz Inpe

Manaus – O desmatamento no Amazonas aumentou 61% no ano passado em relação a 2009, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Amazonas está entre os três Estados da Amazônia onde o desmatamento aumentou em 2010, já que em toda região o desmatamento reduziu 23% no período 2009-2010.

No ano passado foram detectados 244,76 quilômetros quadrados de áreas desmatadas no Amazonas e, em 2009, as áreas destruídas somaram 151,69 quilômetros quadrados. Nos nove Estados monitorados pelo Inpe (Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), o desmatamento atingiu 2.386 quilômetros quadrados, contra 3.126 quilômetros quadrados registrados em 2009.

No ano passado, o maior índice de desmatamento no Estado foi verificado no mês de outubro, quando 60,5 quilômetros quadrados foram afetados pelo desmatamento. Não foram registrados desmatamentos entre janeiro e março de 2010, segundo o sistema de detecção. O mês de abril foi indicado pelo sistema como o de menor área afetada, com 3,37 quilômetros quadrados desmatados, segundo o sistema Deter.

Em novembro foi verificada uma brusca queda na quantidade de cobertura florestal destruída, limitando-se a 5,53 quilômetros quadrados. Em dezembro de 2010, houve um leve aumento no índice, quando foram detectados 8,63 quilômetros quadrados desmatados.

Em outubro do ano passado, a então ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o ministério estava analisando as causas do aumento do desmatamento no Amazonas. Uma das hipóteses para o cenário de aumento é o nível de visibilidade no território amazonense este ano, em comparação a 2009, quando a cobertura de nuvens era maior e prejudicava o monitoramento do Inpe.

O Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento que registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região. Os dados do sistema têm como base imagens feitas por satélites do Inpe.

Fonte: D24am

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