Defeso: Ibama realiza fiscalização nas feiras

Começa nesta quarta-feira, 5, e se estende até o dia 10, o defeso do caranguejo. Neste período os vendedores não vão poder adquirir o produto. Após essa data o defeso volta a acontecer de 20 a 25 desse mês. De acordo com o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Manoel Resende, antes do defeso foram feitas visitas aos donos de bares, principalmente os localizados na passarela do caranguejo, para conscientizar os empresários sobre a importância da preservação do crustáceo.

“O caranguejo tem grande importância sócio-econômica e cultural no Estado. Mais de 1300 famílias se sustentam retirando o caranguejo do mangue, então é importante a consciência da preservação”, observa.
Segundo Manoel Resende a expectativa é que sejam estocadas cerca de 100 mil unidades. Nós estamos fazendo o levantamento através da colônia de pescadores e acredito que até sexta-feira
teremos o número total, mas pelo volume dos últimos dois anos calculo que cerca de 80 a 100 mil unidades estarão disponíveis para comercialização”, diz Resende.
Sustento

Com mais de 30 anos trabalhando como pescadora e vendedora, Maria José Santana, diz que consegue ter uma renda de cerca de R$800 mensais trabalhando quatro dias por semana. Para o período do defeso, Maria já estocou 250 unidades, mas reclama que os consumidores diminuem. “Muitas pessoas acham que o caranguejo está doente, isso é algo que não existe, os catadores sabem que não podem trabalhar no defeso e a gente estoca para vender o caranguejo que é permitido”, fala.

Feiras
Ainda de acordo com o superintendente a fiscalização que acontece nos mercados do Centro da capital e do conjunto Augusto Franco tem caráter educativo. “Os fiscais vão orientar as pessoas quanto ao período do defeso e verificar se possuem a declaração do estoque e por ventura, aqueles que estão desinformados esclarecer que podem se dirigir ao Ibama para declarar o estoque”, orienta.

Preço

Com o defeso o valor do crustáceo no Mercado Central da capital já teve alta de quase 50%. De acordo com o vendedor Paulo José Pereira de Carvalho, a corda do caranguejo grande que antes era comercializada a R$7 passou a ser encontrada a R$12.

Fonte: Infonet

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