Crime das indústrias nas florestas

Indústria madeireira passa por cima da floresta e dos Direitos Humanos na África, mostra documento. Greenpeace barrou desembarque de madeira do Congo em porto francês.

O Porto de Caen, na França, amanheceu nesta segunda-feira com uma de suas partes isoladas. Com uma fita amarela onde se lia “Cena do crime contra floresta”, ativistas do Greenpeace chamaram atenção para um carregamento de madeira vindo da floresta tropical da República Democrática do Congo, na África. As enormes toras, retiradas pela empresa Siforco – braço madeireiro do grupo alemão Danzer no país africano –, guardam uma sequência de crimes ambientais e de desrespeito aos direitos humanos.

A história foi levada à tona por meio do documento “Futuro roubado: conflitos e extração de madeira no Congo – o caso Danzer”, que o Greenpeace divulgou ao mesmo tempo em que acontecia a ação. O relatório conta casos da comunidade africana Yalisika, no vilarejo de Bosanga, que há anos sofre com a extração de madeira em sua área. A atividade sempre foi permeada por conflitos e violência contra os locais.
Foi o que aconteceu, por exemplo, no dia 2 de maio passado. Com o dia raiando, cerca de 60 policiais e militares chegaram ao vilarejo de Yalisika para inibir qualquer tentativa de resistência às madeireiras. Muitas pessoas foram espancadas, uma casa acabou completamente queimada e vários pertences foram retirados. Uma pessoa morreu.

Numa investigação, o Greenpeace descobriu que a Danzer tinha participação na violenta operação. “O que descobrimos é que a empresa está diretamente envolvida nessas violações de direitos humanos”, afirma Olivia Langhoff, diretora de campanhas do Greenpeace África. “A Siforco, pertencente ao Grupo Danzer, foi quem providenciou a logística, incluindo um caminhão e um motorista, e pagou os policiais que participaram dessa represália.”

O envolvimento da Danzer nesse tipo de incidente, porém, não é novidade por ali. Extraindo madeira no local desde 1993, a empresa já esteve relacionada a outros problemas. Em 2005, por força da legislação, acabou assinando um “termo de responsabilidade social” com os líderes locais, como forma de compensar os prejuízos que sua atividade deixa pelo caminho. Prometeram a construção de uma escola e assistência médica. Nunca cumpriram o compromisso, apesar de não terem parado nem um instante a exploração predatória da floresta. Do outro lado da linha, países como França e Alemanha também alimentam essa indústria, com dinheiro e subsídios.

“Esses casos terríveis de Yalisika mostram que a indústria madeireira não pode ser vista como solução, nem para a floresta, tampouco para a população que vive nela. Os países doadores devem parar de usar dinheiro público para financiar essa indústria e, em vez disso, apoiar um cenário alternativo de economia verde”, defende Irene Wabiwa, do Greenpeace África. “Essa triste história mostra como funciona a indústria madeireira no Congo.”

O envolvimento da Danzer nesse tipo de incidente, porém, não é novidade por ali. Extraindo madeira no local desde 1993, a empresa já esteve relacionada a outros problemas. Em 2005, por força da legislação, acabou assinando um “termo de responsabilidade social” com os líderes locais, como forma de compensar os prejuízos que sua atividade deixa pelo caminho. Prometeram a construção de uma escola e assistência médica. Nunca cumpriram o compromisso, apesar de não terem parado nem um instante a exploração predatória da floresta. Do outro lado da linha, países como França e Alemanha também alimentam essa indústria, com dinheiro e subsídios.

“Esses casos terríveis de Yalisika mostram que a indústria madeireira não pode ser vista como solução, nem para a floresta, tampouco para a população que vive nela. Os países doadores devem parar de usar dinheiro público para financiar essa indústria e, em vez disso, apoiar um cenário alternativo de economia verde”, defende Irene Wabiwa, do Greenpeace África. “Essa triste história mostra como funciona a indústria madeireira no Congo.”

Fonte: Greenpeace

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