China e EUA “duelam” em discussões climáticas

TIANJIN, China (Reuters) – Os Estados Unidos disseram na quarta-feira que as discussões climáticas da ONU estão progredindo menos do que o esperado devido a discordâncias a respeito das metas de redução de emissões de poluentes por parte das economias emergentes, enquanto a China rejeitou tal pressão e colocou o ônus sobre os países ricos.

Negociadores de 177 governos estão reunidos nesta semana em Tianjin (norte da China) para tentar definir as bases de um novo tratado climático global que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2013.

“Há menos concordância do que se poderia esperar a esta altura”, disse a jornalistas o delegado norte-americano Jonathan Pershing. “Será preciso muito trabalho para chegar a algum resultado significativo até o final desta semana, o que então nos levaria para um resultado significativo em Cancún”, afirmou ele, referindo-se ao balneário mexicano que será sede de uma importante conferência climática no final do ano.

Havia expectativa de definir um acordo já na conferência do ano passado em Copenhague, mas as divergências entre países ricos e pobres inviabilizaram a adoção de um tratado com força de lei.

Caso o impasse seja mantido em Cancún, a definição do acordo tende a ficar para a conferência de 2011, na África do Sul.

A conferência de Copenhague resultou apenas compromissos isolados dos países com a redução de emissões, e também com a meta de limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius.

Mas a ONU diz que as metas assumidas para as emissões de gases do efeito estufa não são suficientes para limitar o aquecimento nesse patamar.

Os países em desenvolvimento alegam que as nações ricas já se beneficiaram muito com as emissões de gases do efeito estufa desde o início da Revolução Industrial, e por isso teriam de fazer mais sacrifícios. Os EUA e outros querem que o mecanismo inclua grandes nações em desenvolvimento, como China e Índia.

Fonte: Globo – G1

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