Até 2015 quotas de pesca para o atum-azul devem ser mantida

A Rede WWF espera que “tomadores de decisão” e a indústria pesqueira sigam as orientações do Comitê Científico da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT, sigla em Inglês) e mantenham até 2015 uma quota de pesca máxima de 12.900 toneladas por ano do atum de barbatana azul, no Atlântico Leste e no Mediterrâneo.

A 18ª Reunião Especial da ICCAT começou nessa segunda (12) segue até o dia 19 em Agadir (Marrocos), quando países como Japão, Estados Unidos, Canadá, China e União Européia determinarão as medidas para manejo de várias espécies de atum e outros peixes.

“A ICCAT precisa manter um alto nível de ambição pela recuperação dos estoques de atum de barbatana azul, uma espécie frágil e um ícone da sobrepesca na última década. Há avanços positivos no manejo da espécie, mas os países signatários e a indústria precisam se comprometer com as orientações científicas, que recomendam quotas máximas anuais”, afirmou Sergi Tudela, coordenador de Recursos Pesqueiros do WWF-Mediterrâneo.

A atual sinalização de aumento dos estoques do atum-azul é positiva, mas exige cautela. Ela indica que o manejo baseado no esforço conjunto de todas as partes interessadas traz resultados satisfatórios, inclusive para recursos pesqueiros em situação muito preocupante.

“Mas para que a recuperação plena do atum de barbatana azul do Atlântico ocorra na próxima década, os cientistas da ICCAT deixam claro que as quotas de pesca não devem ser aumentadas. Por isso, a Rede WWF conclama os países signatários da ICCAT para que acatem essa recomendação”, disse Tudela.

O foco da ação da Rede WWF pela proteção e recuperação do atum-azul será as medidas de conservação e o chamado “plano de redução da capacidade da frota”, além de medidas para enfrentar a captura ilegal.

A ICCAT adotou um primeiro plano de redução das quotas pesqueiras de atum de barbatana azul em 2008, cujo conteúdo foi revisado dois anos depois. O plano atual termina em 2013, mas uma avaliação recente demonstrou que ele foi baseado em índices subestimados. Ou seja, a pesca acima dos limites suportáveis pela espécie continua. “Ainda há muitos barcos para pouco peixe a ser pescado de forma sustentável”, afirmou Tudela.

“Fazemos um apelo à ICCAT para que estenda por mais três anos o plano de redução da capacidade e que adote estimativas atualizadas e precisas sobre os índices de captura da espécie, eliminando a sobrepesca”, concluiu o coordenador de Recursos Pesqueiros do WWF-Mediterrâneo.

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