Aquecimento global afeta grandes lagos do mundo e coloca em risco a sobrevivência de ecossistemas

RIO – Na primeira pesquisa global sobre mudanças climáticas nos grandes lagos do planeta, pesquisadores concluíram que estes ecossistemas aqueceram significativamente nos últimos 25 anos. O estudo – coordenado por Philipp Schneider e Simon Hook, da Nasa – usou dados de satélite para medir a temperatura da superfície de 157 dos maiores lagos do mundo.

De acordo com a análise, a temperatura dos locais contemplados pela pesquisa cresceu 0,45 graus Celsius por década. Em alguns lagos, no entanto, este crescimento foi de 1 grau Celsius a cada dez anos. A tendência de aquecimento é mais grave nas latitudes médias e elevadas do Hemisfério Norte.

– Nossa análise fornece uma nova e independente fonte de dados para quem estuda o efeito das mudanças climáticas – explica Schneider, que publicou um artigo sobre o seu estudo na revista “Geophysical Research Letters”, da União Geofísica Americana. – Os resultados trazem implicações para o ecossistema dos lagos, que podem ser afetados negativamente mesmo por pequenas variações na temperatura da água.
Lagos podem tornar-se tóxicos para espécies nativas. Estas mudanças mais tímidas podem proporcionar a formação de florações de algas, tornando um lago tóxico para peixes. Outro efeito indesejado seria a introdução de espécies invasoras, também capaz de mudar o ecossistema local. Há muito os cientistas usam a temperatura do ar, medida próximo à superfície da Terra, para identificar tendências de aquecimento global. Recentemente os pesquisadores completaram estes dados com um sistema infravermelho termal obtido por satélite, tendo, assim, uma visão mais completa da mudança de temperaturas na superfície.

Schneider e Hook examinaram apenas os dados obtidos no verão, devido à dificuldade para fazer a coleta em lagos cobertos pelo gelo ou escondidos sob nuvens durante outras estações. Todos os lagos examinados tinham, pelo menos, 193 metros quadrados.

A região que apresentou aquecimento mais periclitante foi o norte europeu. Essas tendências também foram grandes no leste da Sibéria, Mongólia e norte da China. O índice abrandou um pouco em torno dos mares Negro e Cáspio.

Fonte: Extra – Globo

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