Após ranking negativo, Mato Grosso anuncia punições a desmatadores

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) vai tomar providências para punir os responsáveis pelo recente desmatamento ocorrido em Mato Grosso. Suspensão de licenças, perda de benefícios, apreensão de 40 tratores e a abertura de processos tanto penais quanto administrativos foram algumas das ações tomadas. As informação são do secretário Alexander Torres Maia.

Ao todo, 16 propriedades foram punidas e os nomes dos donos enviados para o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Outras terras ainda estão sendo vistoriadas. De acordo com o secretário, em 6 anos (de 2004 a 2010) Mato Grosso reduziu 93% do desmatamento e que agora irão averiguar o motivo para o número ter crescido tanto em tão pouco tempo. Somente no mês de abril foram desmatados 243 km² da Amazônia Legal, o que representa um aumento de 537% em comparação ao mesmo período do ano passado. “Se os proprietários fizeram uma interpretação errada do Código Florestal pensando que serão anistiados estão enganados. O Código não perdoa quem desmatou recentemente.”

Alguns dos grandes devastadores não moram em Mato Grosso. Na cidade de Nova Ubiratã, no Médio Norte, foi desmatada uma área de 2 mil hectares e o proprietário reside em Curitiba (PR). O superintendente do Ibama em Mato Grosso, Ramiro Hofmeister de Almeida Martins-Costa, revelou que dos 10 maiores polígonos (áreas de fácil visualização), 6 deles não são de produtores rurais e correspondem a extração ilegal de madeira. Essa também é a afirmação do presidente da Famato, Rui Prado. “Os produtores estão indignados porque não defendem desmatamento.”

Maia afirma que o desmatamento é realizado principalmente por especuladores mobiliários e não por produtores rurais. Ramiro diz que foram realizadas queimadas no ano passado e somente agora conseguiram identificar os locais onde ocorreram. No Araguaia houve desmatamento em terras indígenas. Maia revela que ninguém foi preso porque não houve flagrante e que os proprietários com licença suspensa vão poder retirar outra, mas somente depois que recuperar a área devastada.

Fonte: O Documento

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