Ações contra o aquecimento global lançadas por empresas

Uma nova pesquisa conduzida pelo Carbon Disclosure Project (CDP), sediado no Reino Unido, apontou pela primeira vez que a maioria das principais corporações do mundo adotarão medidas para ajudar no combate às mudanças do clima como parte de sua estratégia de negócios. Das 396 empresas ouvidas – elas estão entre as 500 maiores do mundo – 68% responderam que hoje olham para o assunto. Em 2010, 48% responderam afirmativamente.

Uma pergunta mais direcionada mostrou que 45% dessas grandes companhias conseguiram reduzir suas emissões próprias de gases de efeito estufa em virtude de sua estratégia climática, como ganhos em eficiência energética, instalações energéticas de baixo carbono e mudança comportamental. No ano passado, as reduções foram apontadas por apenas 19% das empresas questionadas.

A pesquisa ainda relacionou empresas que adotaram políticas climáticas com o seu desempenho no mercado financeiro: segundo o CDP, elas conseguiram dobrar os seus ganhos entre 2005 e 2011. Outro dado interessante que é 259 empresas disseram dar incentivo monetário para funcionários que incorporarem uma política climática, contra 188 empresas em 2010.

“Isso sugere um comprometimento mais ativo em avançar com o gerenciamento de carbono”, afirma o relatório do CDP. “Quem ainda não agiu nesse sentido terá de trabalhar duro para continuar competitivo, na medida em que caminhamos para uma economia cada vez mais de baixo carbono e limitação de recursos naturais”, disse Paul Simpson, CEO do Carbon Disclosure Project.

Entre os setores da economia que apresentaram a menor proporção de empresas com metas de emissões de gases está o energético. Já o setor de serviços foi o com melhor performance. Participaram da pesquisa pesquisas como Philips Electronics, Tesco, BMW, Sony, Bayer, Cisco Systems e Bank of America. Empresas da Austrália, Alemanha, Itália, Suíça e Reino Unido estão entre as mais comprometidas, disse o CDP.

O questionário do CDP é enviado anualmente para as maiores empresas em faturamento do mundo, e as respostas são declaratórias e voluntárias. Em geral, as perguntas respondem a questionamentos de investidores – sempre atentos a riscos.

Neste ano, o questionário representou 551 investidores com US$ 71 trilhões em ativos. Apesar da ampla divulgação e adesão mundial, algumas empresas ainda optam por não responder. Em 2011, elas foram: Apple, Bank of China, China Mobile, China Life Insurance, America Movil, Rosneft, Berkshire Hathaway e Amazon.com.

Fonte: Economia – Ig

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