A questão ambiental ganhou força nos últimos anos com a revelação dos danos que a poluição causa

Um grande número de atividades e iniciativas diversas foram realizadas por toda a região nos últimos dias celebrando mais uma vez a data alusiva ao Meio Ambiente, transcorrido no último domingo. Mais do que o aspecto educacional, desta vez o que chamou a atenção foi uma ação corretiva do Ministério Público, que aproveitou a ocasião para agir contra as ilegalidades nos depósitos de lixo que ainda seguem fora dos parâmetros exigidos por lei.
A questão ambiental ganhou força nos últimos anos com a revelação dos danos que a poluição causa nas mais diferentes formas. Mesmo que ainda seja polêmica, com alguns especialistas duvidando com fortes argumentos da tese de que o aquecimento global esteja realmente mudando o clima do planeta, é claro que o descontrole da destinação dos resíduos é um problema grave, contaminando cada vez mais aquela que é a principal fonte da vida, a água. O crescimento populacional, que se tornou vertiginoso no último século, fez com que o problema se avolumasse mais rapidamente do que a capacidade humana de compreender seus efeitos.
Isto é dificultado pelo hábito da população em geral, que guarda em seu DNA a herança de um tempo em que era possível usufruir da natureza sem remorsos. Historiadores já reconhecem hoje que os índios que habitavam o Brasil antes da chegada de Cabral não precisavam se preocupar em manter a floresta. Eles eram tão poucos que, quando consumiam todos os produtos de uma área, simplesmente mudavam-se para outro local. E também não tinham receio de jogar seus dejetos nas águas correntes dos rios.
Estes hábitos ficaram entranhados nos descendentes, depois misturados com os invasores europeus e também incorporados pelos africanos trazidos à força ao nosso continente. Como os dominadores da Europa também achavam que a terra era farta demais, está explicado porque é tão difícil hoje em dia convencer os milhões de brasileiros sobre a exiguidade dos recursos.
É por isto que, nos últimos meses, Panorama tem dado tanto destaque ao assunto da usina de lixo de Taquara. O problema do lixo não acaba no momento em que uma pessoa deposita a sua sacolinha na lata da rua. É aí mesmo que começa a parte mais complicada, e a mais difícil de resolver, pelo que novamente fica demonstrado nas reportagens desta semana sobre as ações envolvendo as usinas de lixo de Taquara e Parobé.

Fonte: Jornal Panorama

Esta entrada foi publicada em Notícias e marcada com a tag , , , , . Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*